PIB dos Estados Unidos derruba bolsas da Europa

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira, pressionadas pela retração inesperada do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre do ano passado. Mas dados positivos do continente, como a alta na confiança do consumidor da zona do euro, ajudaram a conter as perdas. Em Milão, uma confluência de notícias corporativas negativas derrubou a bolsa. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,58%, fechando a 288,63 pontos.

O PIB norte-americano caiu 0,1% no quarto trimestre de 2012, na comparação com o mesmo período de 2011, de acordo com a primeira estimativa do Departamento do Comércio. O resultado ficou bem abaixo da previsão dos economistas consultados pela Dow Jones, de expansão de 1,0%. Essa foi a primeira contração da economia dos EUA desde 2009, quando o país começou a se recuperar da crise financeira mundial. Mas houve alguns sinais positivos no relatório, como o crescimento de 2,2% na economia em 2012, acima do avanço de 1,8% em 2011. Os dados também mostraram que os gastos com consumo pessoal e investimentos das empresas vieram melhores.

Na Europa, o índice de sentimento econômico da zona do euro subiu para 89,2 em janeiro, de 87,8 em dezembro, segundo informou a Comissão Europeia. O resultado superou a previsão dos economistas de alta para 88,5. Também houve melhora no índice de confiança do consumidor, que subiu para -23,9 em janeiro, de -26,3 em dezembro, e no índice de confiança industrial, que aumentou para -13,9, de -14,2. As estimativas eram de -23,9 e -13,5, respectivamente.

Também foi divulgado nesta quarta-feira que o PIB da Espanha teve contração de 0,7% no quarto trimestre do ano passado, na comparação com o terceiro trimestre, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE). Em relação ao quarto trimestre de 2011, o PIB espanhol caiu 1,8%. Economistas consultados pela Dow Jones previam contração de 0,6% sobre o terceiro trimestre e de 1,7% sobre o quarto trimestre de 2011.

Nesse cenário, o índice FTSE da Bolsa de Londres perdeu 0,25%, fechando a 6.323,11 pontos. Entre os destaques de queda aparece a mineradora Antofagasta, que perdeu 8,31% após afirmar que sua produção de cobre deve ficar estável este ano. Já a Petrofac recuou 7,02%, com todo o setor de petróleo sob pressão na Europa.

Milão registrou a maior perda, com queda de 3,36%, a 17.289,91 pontos. A retração foi puxada pela Saipem, uma empresa de serviços de engenharia do setor de energia, que informou hoje que seu lucro em 2013 deve ser quase 50% menor do que o consenso dos analistas. Seus papéis despencaram 34,29%. Já as ações do Banca Monte dei Paschi di Siena recuaram 9,46%. O banco segue sendo alvo de investigações por causa de possíveis perdas milionárias geradas por transações financeiras de alto risco. A Fiat, que divulgou balanço nesta quarta-feira, perdeu 4,83%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, teve retração de 0,54%, encerrando a sessão a 3.765,52 pontos. A Technip, do setor de petróleo, perdeu 7,08%. A ArcelorMittal registrou desvalorização de 1,21%, após ter sua recomendação rebaixada por um analista. E a EADS caiu 2,58%, prejudicada pela alta do euro ante o dólar.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX perdeu 0,47%, fechando a 7.811,31 pontos. A Infineon Technologies, que divulga balanço na quinta-feira (01/02), perdeu 1,60%. Já a HeidelbergCement ganhou 1,74%, após o HSBC elevar seu preço-alvo para as ações da empresa. Com queda forte também aparecem a mineradora K+S (-1,67%) e o Commerzbank (-1,69%). Em Madri o índice IBEX-35 caiu 0,82%, a 8.571,90 pontos. E na Bolsa de Lisboa o PSI-20 teve queda de 0,16%, a 6.269,18 pontos. As informações são da Dow Jones.

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