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PIB da zona euro registra alta histórica de 12,7% no terceiro trimestre

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BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - O PIB da zona euro registrou uma alta histórica de 12,7% no terceiro trimestre, depois de uma queda de 11,8% no trimestre anterior por causa da pandemia, segundo informações do escritório europeu de estatísticas Eurostat, nesta sexta-feira (30). Ainda assim, o PIB deste terceiro trimestre ainda é 4,3% inferior ao do mesmo período do ano anterior. Segundo o Eurostat, a inflação da zona do euro no mês de outubro voltou a fechar no vermelho, com recuo de 0,3%, pelo terceiro mês consecutivo, e a taxa de desemprego se manteve estável, em 8,3%. A zona euro é composta por 19 países da União Europeia que adotaram a mesma moeda. Graças a acordos específicos, Vaticano, Andorra, Mônaco e San Marino adaptaram o euro como moeda, mas não são considerados parte da zona euro. Para os 27 países da UE, o Eurostat anunciou um crescimento de 12,1% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior. O Eurostat destacou que, tanto para a Zona Euro quanto para a UE, trata-se das "altas mais marcadas" do PIB desde o início da série histórica, em 1995. Individualmente, o Eurostat identificou a França como o país com maior crescimento frente ao trimestre anterior, com alta de 18,2%, seguida da Espanha, 16,7%, e da Itália,16,1% Apesar da maior alta no bloco, o ministro das finanças francês, Bruno Le Maire, disse à rádio France Inter nesta sexta-feira que economia do país deve encolher 11% em 2020, contra estimativa anterior de contração de 10%. O novo lockdown nacional na França, adotado para tentar conter o ressurgimento da pandemia de Covid-19, deverá afetar a economia já que muitas lojas e empresas terão que fechar novamente, assim como aconteceu em março. Le Maire explicou esta semana que o custo total do suporte financeiro francês a empresas durante o lockdwon será de EUR 15 bilhões para cada mês de paralisação. O lockdwon seguirá até ao menos 1 de dezembro, mas pode ser prorrogado. Já a Alemanha, maior economia da Europa, cresceu a um recorde de 8,2% no terceiro trimestre e se recuperou parcialmente da pior recessão histórica causada pela pandemia, mostraram dados da Agência Federal de Estatísticas. O salto da produção entre julho e setembro foi o maior desde que a agência começou a coletar os dados de crescimento trimestral em 1970 e foi mais forte do que a alta de 7,3% esperada em pesquisa da Reuters. No segundo trimestre a economia havia caído 10% uma vez que os gastos das famílias, os investimentos das empresas e o comércio entraram em colapso durante a primeira onda da pandemia. A recuperação acima do esperado no terceiro trimestre foi impulsionada por consumo privado mais alto, recuperação do investimento em equipamentos e exportações fortes, disse a agência de estatísticas. O governo alemão revisou para cima nesta sexta-feira sua estimativa para o PIB este ano. A expectativa agora é de contração do PIB de 5,5% em 2020 contra estimativa anterior de queda de 5,8%. O governo confirmou sua estimativa para a economia em 2021 de expansão de 4,4%. A atividade econômica no país, porém, deve continuar a um ritmo moderado, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Economia, Peter Altmaier, acrescentando que uma recuperação total da pandemia deverá ocorrer em 2022. Segundo a agência europeia, a inflação da eurozona em outubro voltou a se situar em terreno negativo, a -0,3%, pelo terceiro mês consecutivo. A taxa de desemprego se manteve estável, a 8,3%. A Europa está totalmente imersa na segunda onda da pandemia do coronavírus, a ponto de vários países do bloco terem voltado a adotar restrições drásticas.