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PIB da Eurozona registra queda de 6,8% em 2020

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Bares fechados no centro de Bilbao, Espanha, em 22 de janeiro de 2021

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro, muito afetada pela pandemia, registrou queda de 6,8% em 2020, um cenário ruim, porém menos catastrófico do que o previsto pelas autoridades locais - apontam números divulgados nesta terça-feira (2) pela agência europeia de estatísticas Eurostat.

Bruxelas esperava um retrocesso anual de até 7,8% no ano passado. De acordo com a Eurostat, no quarto trimestre de 2020, o PIB da Eurozona retrocedeu 0,7% na comparação com o trimestre anterior.

Em geral, a economia da UE ensaiou uma tímida reação no quarto trimestre de 2020, mas o desempenho nos 12 meses ficou abaixo de outros países fora do bloco.

Em 2020, o PIB dos Estados Unidos retrocedeu 3,5%, enquanto o da Rússia recuou 3,1%, e a China teve um crescimento de 2,3%.

No primeiro trimestre de 2020, o PIB da Eurozona caiu 3,7% e, no segundo trimestre, desabou 11,7%, resultado do impacto brutal da primeira grande onda da pandemia e das medidas de contenção.

No terceiro trimestre, graças à flexibilização das restrições, o PIB da Eurozona teve uma forte recuperação, de 12,4%. No último trimestre do ano, retomou, porém, a tendência de baixa.

O PIB da Alemanha, por exemplo, registrou contração de 5% em 2020, ao mesmo tempo que na França o efeito geral da pandemia representou uma queda de 8,3% (no caso francês analistas temiam um colapso de dois dígitos).

A Eurozona engloba os 19 países da União Europeia (UE) que adotaram o euro como moeda, cuja política monetária é conduzida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Andorra, Mônaco, San Marino e a Cidade do Vaticano adotaram o euro como sua moeda com base em acordos específicos com a UE, mas, como não são integrantes do bloco, não fazem parte da zona do euro.

Ao considerar os 27 países-membros da UE em seu conjunto, a Eurostat calcula que o PIB coletivo em 2020 retrocedeu 6,4%.

Em qualquer cenário, a pandemia de coronavírus que devastou economias em 2020 não desapareceu e até que as campanhas de vacinação consigam realmente uma expansão, os analistas projetam outro retrocesso do PIB no início de 2021, com recuperação modesta no restante do ano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, espera um crescimento de do PIB da zona do euro em 2021 da ordem de 4,2%, mas as previsões para os Estados Unidos alcançam 5,1% e para a China nada menos que 8,1%.

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