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PIB: consumo das famílias cresce 7,6%, mas abaixo do esperado

Gabriel Martins, Raphaela Ribas e Carolina Nalin*
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Foto: Ana Branco

Após queda no segundo trimestre, devido à pandemia, as famílias voltaram a consumir no terceiro trimestre, registrando alta de 7,6%. No entanto, o resultado veio bem abaixo da projeção do mercado, que esperava um salto de 10,2%.

Entre abril e junho, o consumo das famílias teve tombo de 12,5% devido à pandemia. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE.

Entre julho e setembro, o PIB brsileiro avançou 7,7%. Mesmo com a alta, o país não zerou as perdas da crise do nono coronavírus e acumula uma retração de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a queda foi de 3,9%.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias é um dos motores da economia. Representa cerca de 65% do PIB. Já pelo lado da oferta, o setor de serviços representa 74% do indicador.

O consumo foi impulsionado pelo auxílio emergencial, dado pelo governo federal aos mais vulneráveis. O benefício, no entanto, deve acabar em dezembro. O desempenho foi positivo especialmente nas áreas de bens duráveis e alimentos, segundo o IBGE.

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— No consumo das famílias, o mercado de trabalho foi bastante afetado pela pandemia, mas teve essa complementação do governo. Uma coisa compensa a outra — comentou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

No terceiro trimestre, indústria e serviços também tiveram alta de, respectivamente, 14,8% e 6,3%, na comparação como o período de abril a junho, puxando o resultado do PIB. Enquanto a agropecuária teve leve recuo de 0,5%. Mas o setor cresce no ano.

*Estagiária, sob supervisão de Danielle Nogueira