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PIB cai 5,4% e desemprego chega a 10,4% na Argentina no primeiro trimestre

Lotes de louças leiloadas no restaurante La Tekla, em Buenos Aires, 18 de junho de 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus. Devido às medidas restritivas para conter a COVID-19 e à recessão, lojas e restaurantes de Buenos Aires estão leiloando seus móveis e louças, convencidos de que não poderão reabrir

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina caiu 5,4% no primeiro trimestre interanual, quando a a desocupação chegou a 10,4% (alta de 0,3% ponto percentual), informou nesta terça-feira (23) o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

Esta queda se refletiu em uma menor capacidade de manutenção dos empregos.

A desocupação no país chegou, assim, a 10,4% no período. Em comparação com o último trimestre de 2019, o aumento foi de 1,5 ponto, segundo cifras do organismo estatal.

As cifras se remetem a um período no qual ainda não se sentia o pior momento do impacto da economia do novo coronavírus, destacou a fonte.

Cumpridos nesta terça os 96 dias de confinamento em diferentes níveis em cada província, a pandemia registra 44.918 contágios, com 1.049 mortos e 13.576 recuperados.

A economia argentina vive quase dois anos de recessão e o país ficou quase paralisado a partir de 20 de março com o confinamento social obrigatório, destinado a conter os contágios da COVID-19.

As medidas têm sido flexibilizadas paulatinamente em 20 dos 24 distritos do país, no entanto mais de 90% dos casos registrados no país de 44 milhões de habitantes se concentram na Região Metropolitana (Buenos Aires e as 13 localidades que rodeiam a capital).

Em 2019, o PIB argentino tinha caído 2,5%. Para 2020, é esperada uma queda da atividade de 9,5%, segundo o Banco Central.

A economia também está à espera de uma negociação destinada a reestruturar os pagamentos de uma dívida de 66 bilhões de dólares em bônus sob legislação estrangeira, créditos que estão em poder de fundos de investimento.