Mercado abrirá em 3 h 33 min
  • BOVESPA

    101.981,53
    -1.453,47 (-1,41%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.925,61
    -580,09 (-1,10%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,12
    -1,62 (-2,43%)
     
  • OURO

    2.001,90
    +28,40 (+1,44%)
     
  • Bitcoin USD

    28.282,71
    +1.250,61 (+4,63%)
     
  • CMC Crypto 200

    614,90
    +42,89 (+7,50%)
     
  • S&P500

    3.916,64
    -43,64 (-1,10%)
     
  • DOW JONES

    31.861,98
    -384,62 (-1,19%)
     
  • FTSE

    7.285,96
    -49,44 (-0,67%)
     
  • HANG SENG

    19.000,71
    -517,88 (-2,65%)
     
  • NIKKEI

    26.945,67
    -388,12 (-1,42%)
     
  • NASDAQ

    12.611,00
    -33,75 (-0,27%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,6092
    -0,0163 (-0,29%)
     

PIB do Brasil cresceu em 2022 mais que o previsto pelo segundo ano seguido

***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 19.04.2022 - PIB-2022: Movimentação em feira livre no Largo do Machado, no Catete, zona sul do Rio. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 19.04.2022 - PIB-2022: Movimentação em feira livre no Largo do Machado, no Catete, zona sul do Rio. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ano de 2022 foi o segundo seguido em que os economistas do setor público e privado foram surpreendidos com uma atividade econômica mais forte do que as projeções de um ano antes.

Em 2021, a economia cresceu 5%, ante uma estimativa inicial de 3,4%. Em 2022, cresceu 2,9%, bem acima dos 0,4% esperados um ano antes, de acordo com o boletim Focus, que apura as expectativas do setor privado.

O fim de algumas restrições impostas pela pandemia no setor de serviços e no mercado de trabalho, um miniboom de preços de commodities e medidas de estímulo ao consumo explicam a maior parte das surpresas no PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado.

Esse "pessimismo" também pode ser explicado por uma frustração quando se olha para um prazo mais longo. Projetou-se um crescimento médio de 1,9% ao ano de 2017 a 2019, na saída da recessão de 2014-2016, mas o resultado foi de 1,4% ao ano. Ou seja, menor que o estimado.

A principal surpresa positiva neste ano veio do setor de serviços, pelo lado da oferta, e do consumo das famílias, pelo lado da demanda. Ambos representam cerca de 70% do PIB. Com peso menor, mas também com desempenho bem acima do esperado, ficaram a indústria e os investimentos.

Impulsionado pelos serviços, o mercado de trabalho surpreendeu positivamente. Esperava-se uma taxa de desemprego próxima de 12% ao final deste ano. O número ficou em 9,3%, o menor em sete anos.

A agropecuária, com a quebra parcial da safra de soja e a queda na produção de cana-de-açúcar, foi a grande decepção do ano. Esse é também o único setor para o qual há a expectativa de aceleração da atividade em 2023.

A economia mundial no ano passado rumou no sentido contrário. No final de 2021, analistas do setor privado e de instituições multilaterais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), viam um avanço significativo do PIB global e ainda não esperavam que a inflação em países desenvolvidos alcançasse os maiores valores em 40 anos.

Com isso, o PIB mundial deve ter fechado o ano passado com crescimento de 3,4%, segundo projeção do Fundo, ante 6% em 2021. Para 2023, a expectativa de avanço é de 2,0%, bem acima do 1,2% esperado para o Brasil.