Mercado fechado
  • BOVESPA

    100.922,89
    -1.058,64 (-1,04%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.925,61
    -580,09 (-1,10%)
     
  • PETROLEO CRU

    67,29
    -0,35 (-0,52%)
     
  • OURO

    1.984,40
    +1,60 (+0,08%)
     
  • Bitcoin USD

    27.937,96
    +205,33 (+0,74%)
     
  • CMC Crypto 200

    605,98
    +6,31 (+1,05%)
     
  • S&P500

    3.951,57
    +34,93 (+0,89%)
     
  • DOW JONES

    32.244,58
    +382,60 (+1,20%)
     
  • FTSE

    7.403,85
    +68,45 (+0,93%)
     
  • HANG SENG

    19.151,03
    +150,32 (+0,79%)
     
  • NIKKEI

    26.945,67
    -388,12 (-1,42%)
     
  • NASDAQ

    12.694,25
    +5,75 (+0,05%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,6220
    -0,0004 (-0,01%)
     

PIB do Brasil cresceu em 2022 mais que o previsto pelo segundo ano seguido

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ano de 2022 foi o segundo seguido em que os economistas do setor público e privado foram surpreendidos com uma atividade econômica mais forte do que as projeções de um ano antes.

Em 2021, a economia cresceu 5%, ante uma estimativa inicial de 3,4%. Em 2022, cresceu 2,9%, bem acima dos 0,4% esperados um ano antes, de acordo com o boletim Focus, que apura as expectativas do setor privado.

O fim de algumas restrições impostas pela pandemia no setor de serviços e no mercado de trabalho, um miniboom de preços de commodities e medidas de estímulo ao consumo explicam a maior parte das surpresas no PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado.

Esse "pessimismo" também pode ser explicado por uma frustração quando se olha para um prazo mais longo. Projetou-se um crescimento médio de 1,9% ao ano de 2017 a 2019, na saída da recessão de 2014-2016, mas o resultado foi de 1,4% ao ano. Ou seja, menor que o estimado.

A principal surpresa positiva neste ano veio do setor de serviços, pelo lado da oferta, e do consumo das famílias, pelo lado da demanda. Ambos representam cerca de 70% do PIB. Com peso menor, mas também com desempenho bem acima do esperado, ficaram a indústria e os investimentos.

Impulsionado pelos serviços, o mercado de trabalho surpreendeu positivamente. Esperava-se uma taxa de desemprego próxima de 12% ao final deste ano. O número ficou em 9,3%, o menor em sete anos.

A agropecuária, com a quebra parcial da safra de soja e a queda na produção de cana-de-açúcar, foi a grande decepção do ano. Esse é também o único setor para o qual há a expectativa de aceleração da atividade em 2023.

A economia mundial no ano passado rumou no sentido contrário. No final de 2021, analistas do setor privado e de instituições multilaterais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), viam um avanço significativo do PIB global e ainda não esperavam que a inflação em países desenvolvidos alcançasse os maiores valores em 40 anos.

Com isso, o PIB mundial deve ter fechado o ano passado com crescimento de 3,4%, segundo projeção do Fundo, ante 6% em 2021. Para 2023, a expectativa de avanço é de 2,0%, bem acima do 1,2% esperado para o Brasil.