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Pfizer pede aos EUA autorização emergencial para seu remédio contra covid-19

·2 min de leitura
Fabricação de comprimidos antivirais experimentais da Pfizer contra a covid-19 em laboratório em Freiburg, Alemanha, em foto fornecida pela empresa em 16 de novembro de 2021 (AFP/Handout)

A empresa farmacêutica americana Pfizer pediu aos reguladores dos Estados Unidos nesta terça-feira (15) a concessão de autorização para uso emergencial de sua pílula contra a covid-19, depois de demonstrar que o remédio reduziu a hospitalização ou morte em quase 90% entre pacientes de alto risco recém-infectados.

"Com mais de cinco milhões de mortes e incontáveis vidas impactadas por esta doença devastadora em todo o mundo, há uma necessidade urgente de opções de tratamento que salvem vidas", disse o diretor executivo da Pfizer, Albert Bourla, em um comunicado.

O pronunciamento chega poucas semanas depois de seu concorrente Merck pedir à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA luz verde para seu próprio antiviral oral, o molnupiravir.

Os especialistas veem os medicamentos orais como um complemento inestimável às vacinas na luta para acabar com a pandemia.

“Estamos avançando o mais rápido possível em nosso esforço para colocar esse potencial tratamento nas mãos dos pacientes", continua a nota.

A Pfizer está buscando uma autorização de uso de emergência com base em resultados provisórios positivos de um ensaio clínico de estágio intermediário a avançado com centenas de pessoas. São estudados adultos infectados não hospitalizados com alto risco de progressão para uma doença grave.

Os resultados mostraram uma redução de 89% em hospitalizações ou mortes por covid-19 quando o tratamento começou dentro de três dias a partir do início dos sintomas, sem mortes no grupo estudado. Resultados semelhantes foram obtidos cinco dias após o início dos sintomas.

Efeitos colaterais surgiram em cerca de um em cada cinco pacientes nos grupos que receberam o medicamento e o placebo, com intensidade leve. Este tratamento é administrado por cinco dias.

A Pfizer disse que entregará 180 mil doses de sua pílula Paxlovid este ano e pelo menos 50 milhões no próximo ano.

Nesta terça-feira, a gigante farmacêutica anunciou um acordo de licenciamento com a organização Medicines Patent Pool (MPP), apoiada pela ONU, para produzir e fornecer o remédio em 95 países de baixa e média renda, cobrindo cerca de 53% da população mundial.

A Paxlovid é uma combinação de uma nova molécula, PF-07321332, e o ritonavir, que é usado contra o vírus da AIDS. Ambos pertencem a uma classe de antivirais denominados "inibidores de protease", que bloqueiam a ação de uma enzima crítica para a replicação viral.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está pronto para anunciar a compra de 10 milhões de doses da pílula da Pfizer, de acordo com o jornal The Washington Post. Os EUA também comprarão 3,1 milhões de doses de molnupiravir, o medicamento anticovid da Merck.

Considerando o cronograma entre a solicitação de uma permissão de uso emergencial e a aprovação subsequente, a pílula pode estar disponível no final deste ano ou no início de 2022.

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