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Pfizer e BioNTech pedem autorização emergencial da vacina nos Estados Unidos

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

O início desta semana começou com uma boa notícia vinda da Pfizer e da BioNTech, que estão na corrida do desenvolvimento de uma vacina contra a COVID-19: as empresas anunciaram que o resultado da fase 3 das doses foi de 95% de eficácia na prevenção do coronavírus. A notícia, no entanto, não traz respostas completas sobre quando acontecerão as aplicações, e as empresas já começaram a se manifestar sobre a distribuição.

Em nota oficial, a Pfizer e a BioNTech revelaram que enviaram um pedido de autorização emergencial das vacinas ao FDA (Food and Drug Administration), que nos EUA funciona como a Anvisa aqui no Brasil. "O nosso trabalho de entregar uma vacina segura e eficaz nunca foi tão urgente, enquanto continuamos vendo um aumento alarmante no número de casos da COVID-19 globalmente", disse Albert Bourla, diretor e CEO da Pfizer.

<em>Imagem: Reprodução/McKinsey/Rawpixel</em>
Imagem: Reprodução/McKinsey/Rawpixel

A publicação diz também que a vacina, batizada de BNT162b2, poderá estar disponível para uso na população de alto risco dos Estados Unidos na segunda quinzena de dezembro, sendo necessária a aplicação de duas doses em um intervalo de 28 dias para que a proteção seja satisfatória. A autorização do FDA, no entanto, não significa a aprovação completa da vacina. No país norte-americano, o pedido irá servir para reconhecer os benefícios de um produto, que superam os riscos já conhecidos, o que comprova a urgência do uso.

As empresas BioNTech e Pfizer serão capazes de fabricar até 50 milhões de doses da vacina, para todo o mundo, ainda neste ano, e até 1,3 bilhão até o fim do ano que vem. Os testes da fase 3 da BNT162b2 mostraram que a vacina pode proteger, inclusive, adultos com mais de 65 anos, que estão no grupo de risco da doença.

A vacina da parceria entre as companhias funciona carregando um RNA mensageiro (mRNA), responsável por estimular a produção de uma proteína específica pelo organismo, fazendo com que o SARS-CoV-2, o coronavírus, seja reconhecido como um antígeno.

Fonte: Canaltech

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