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Flávio deverá depor sobre suposto vazamento de investigação da PF

André Guilherme Vieira

Suspeita é que ele tenha sido avisado sobre Operação Furna da Onça antes de sua deflagração O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) será intimado a prestar depoimento na investigação que apura suposto vazamento de informações da Operação Furna da Onça, da Polícia Federal (PF). A suspeita é que ele tenha sido avisado da investigação antes de sua deflagração, conforme versão do empresário Paulo Marinho, apoiador de campanha de Jair Bolsonaro.

A intimação é do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, conforme apurou a reportagem. No entanto, Flávio tem foro privilegiado em investigações de natureza criminal. Por isso, a intimação terá de ser encaminhada ao senador pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Flávio Bolsonaro com seu assessor Fabrício Queiroz

Reprodução

A intimação tem origem no Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do MPF do Rio. Pela lei, cabe ao Ministério Público fiscalizar a atividade de polícia judiciária.

A partir do recebimento da notificação oficial, Flávio terá 30 dias para indicar a data de seu depoimento. A investigação apura se o senador foi avisado de que a PF deflagraria a Furna da Onça em 2018, com investigações sobre movimentações financeiras atípicas do então assessor parlamentar de Flávio, Fabrício Queiroz.

Vídeo: Queiroz está de volta

Queiroz está de volta

Queiroz é alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) que apura um esquema de “rachadinha” e lavagem de dinheiro em benefício do filho do presidente. Ele está preso preventivamente em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, desde que foi detido, na quinta-feira, em imóvel de um advogado da família Bolsonaro em Atibaia (SP).

Queiroz

Paralelamente, a PF tomará o depoimento de Queiroz sobre o suposto vazamento. O inquérito da PF foi aberto em maio, depois que Marinho afirmou que advogados de Flávio, então deputado estadual, receberam informações de que Queiroz estava sendo investigado pela operação. Por esse motivo, ele teria sido exonerado da função de assessor de Flávio em outubro de 2018.

Para evitar que ele opte por ficar em silêncio, a estratégia é ouvi-lo na condição de testemunha. A lei estabelece que testemunhas não podem mentir, sob pena de responderem criminalmente.

Delegado responsável pelo inquérito, Jaime Cândido já agendou o depoimento para a semana que vem. Queiroz será intimado sobre a oitiva na prisão. Ele será levado até o prédio da PF no Rio de Janeiro para depor.