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PF realiza busca em seda da Aprosoja-MT para investigar relação com protestos do dia 7

·2 minuto de leitura
Carro da Polícia Federal

SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira uma operação de busca e apreensão na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), em inquérito que investiga a suposta relação da entidade com convocações de protestos violentos para terça-feira.

O inquérito foi instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a ação da PF deferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais, conforme documento visto pela Reuters.

"As condutas dos investigados, narradas pela Procuradoria Geral da República, revelam-se ilícitas e gravíssimas, constituindo ameaça ilegal à segurança dos ministros do STF e aos membros do Congresso Nacional", disse a decisão, citando entre os investigados o presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan.

Em nota, a Aprosoja-MT confirmou a operação da PF na entidade e disse que seus dirigentes "jamais financiaram, apoiaram, ou convocaram a população para atos criminosos e violentos de protesto, às vésperas do feriado de 7 de setembro, durante uma suposta manifestação e greve de caminhoneiros".

A associação ainda disse que houve bloqueio de saques das contas bancárias da Aprosoja-MT, até quinta-feira. Também devem ser identificados e informados os valores transferidos a partir das contas bancárias dessa entidade para outras ou terceiros, desde o dia 10 de agosto, a partir do patamar mínimo de dez mil reais.

"A entidade preza pelos preceitos legais e constitucionais, e já está disponibilizando toda documentação solicitada, pois é a principal interessada no esclarecimento dos fatos, já que nada tem a esconder da sociedade e principalmente dos seus associados", afirmou a associação.

O documento ainda autoriza a busca e apreensão na Aprosoja Brasil, localizada em Brasília. Procurada, a associação não respondeu de imediato a um pedido de comentários.

Anteriormente, a PF já havia feito operação para investigar o presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, em inquérito aberto pela PGR para apurar ameaças a instituições do país.

Em seguida, Galvan negou acusações de incitar atos violentos para as manifestações marcadas para 7 de setembro, dia da Indendência.

Galvan, cuja casa em Sinop (MT) foi alvo de buscas pela PF, disse ainda que a investigação era referida a ele pessoalmente e não à entidade, que representa 240 mil produtores de soja no Brasil.

A Reuters contatou a PF, mas mão foi possível falar imediatamente com um representante.

(Por Nayara Figueiredo, reportagem adicional de Ricardo Brito)

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