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PF investiga desvio de recursos na administração de creches em São Paulo

Dimitrius Dantas
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO — A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma operação contra uma organização criminosa acusada de desviar recursos públicos destinadas às creches em São Paulo. Segundo as investigações, cinco escritórios de contabilidade criaram organizações que administravam as creches por meio de convênios com a Prefeitura de São Paulo e criavam despesas falsas que eram desviadas para sócios dessas empresas e seus familiares.

Como as organizações não podem obtetr lucros com essa prestação de serviço, os escritórios simulavam despesas e se apropriavam de valores repassados pela Prefeitura para cobrir esses gastos falsos.

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Os envolvidos poderão responder por peculato, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, sonegação de impostos e participação em organização criminosa.

Segundo a PF, as despesas falsas eram referentes a custos de mão de obra e aquisição de materiais de consumo, como livros didáticos ou alimentos. Ao todo, a Receita Federal encontrou 1.119 prestações de contas fraudadas nos valores de R$ 14,2 milhões.

"Além disso, foi verificado que oito fornecedoras são responsáveis por 26,95% das aquisições das creches de São Paulo, todas registradas em nome de parentes e empregados dos sócios/responsáveis pelos escritórios de contabilidade. Conforme diligências in loco, tais fornecedoras sequer existem nos endereços em que estão cadastradas. Ademais, as creches são destinatárias de 92,58% das vendas realizadas por essas fornecedoras e os valores das mercadorias revendidas supera em 9 vezes o valor das aquisições feitas pelas fornecedoras", afirmou a Polícia Federal em comunicado.

Ao todo, são cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, todas no estado de São Paulo e 17 delas na capital. Além disso, a 8ª Vara Criminal da Justiça Federal determinou a suspensão de convênios e dos respectivos repasses com as organizações sociais que administravam as creches, além do sequestro de veículos, bens imóveis e valores depositados em contas bancárias dos investigados.