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PF confirma nome escolhido por Valeixo na superintendência do Rio

Isadora Peron

Pivô de uma polêmica entre o presidente Jair Bolsonaro e a Polícia Federal, o delegado Carlos Henrique Oliveira de Sousa vai ocupar o cargo Três meses depois de ser pivô de uma crise entre o presidente Jair Bolsonaro e a Polícia Federal (PF), o delegado Carlos Henrique Oliveira de Sousa foi nomeado nesta quinta-feira como novo superintendente da PF no Rio. A oficialização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Em agosto, Bolsonaro atropelou a PF e afirmou que Ricardo Saadi deixaria o comando da superintendência fluminense por “questões de eficiência e produtividade”.

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Em nota, divulgada com o aval do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, a corporação afirmou que a saída de Saadi já estava programada e que ele seria substituído por Sousa, que ocupava o cargo de superintendente de Pernambuco.

Bolsonaro reagiu e afirmou que quem iria para o Rio, seu reduto eleitoral, era o chefe da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva. Ele desautorizou Valeixo dizendo que, se não pudesse escolher o superintendente, poderia demitir o diretor-geral.

Os ataques à PF aconteceram em um momento de estremecimento da relação entre Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Questões locais no Rio, como investigações envolvendo os filhos do presidente e o deputado Hélio Negão, também vieram à tona como motivos do descontentamento de Bolsonaro com o comando da PF no Rio.

Caberá a Sousa, por exemplo, comandar a investigação sobre o porteiro do condômino Vivendas da Barra, que citou o nome do presidente no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Desde que a crise começou, Saraiva deixou a superintendência e a corporação no Rio ficou sob a chefia interina do delegado Tacio Muzzi. Interlocutores da PF, no entanto, afirmam que o hoje o “clima institucional está pacificado”.