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Petróleo cai 30% em 2 meses, mas volatilidade é alta

Preço do petróleo tem alta volatilidade no mercado internacional
Preço do petróleo tem alta volatilidade no mercado internacional
  • Preço do produto depende de inúmeros fatores que estão sempre mudando;

  • Petróleo está mais barato hoje do que antes da guerra da Ucrânia;

  • Período de inverno pode causar aumento no preço do barril, se Europa não descobrir como substituir o gás natural.

O preço do barril de petróleo nos mercados internacionais vem caindo constantemente nas últimas nove semanas, chegando a uma queda acumulada de 30% nos últimos dois meses. No entanto, isto não quer dizer que esse padrão vá se manter, afirmam especialistas.

Quando a guerra da Ucrânia explodiu, especialistas afirmaram que o barril de petróleo poderia chegar a US$ 200, o que quebraria a economia global. No entanto, hoje o preço é de US$ 90, menor do que na época anterior ao conflito na Europa. No entanto, especialistas alertam para a volatilidade do preço do ativo, que pode voltar a aumentar repentinamente.

“Os preços do petróleo sempre têm a capacidade de surpreender”, disse Daniel Yergin, historiador especializado no setor de energia e autor de O Novo Mapa: Energia, Clima e o Duelo de Nações (tradução livre)

Um dos principais motivos pela queda no preço tem sido as contínuas paralisações sanitárias na China pela persistência da COVID-19. Quando a economia do país voltar a sua potência máxima a demanda pelo produto voltará a subir, e com isso seus preços. Da mesma forma, durante esse tempo os Estados Unidos utilizaram algumas de suas reservas estratégicas, que analistas apontam que só durarão até o fim de novembro, tendo que ser reabastecida.

“Acho que os preços do petróleo podem baixar mais”, disse Sarah Emerson, presidente da ESAI Energy, empresa de análise do mercado de energia. “Temos diversos fatores convergindo ao mesmo tempo", afirmou, citando a redução da economia chinesa e o fim da temporada de maior uso de gasolina no hemisfério norte, além de ampla oferta no mercado internacional.

“Isso não quer dizer que os preços não vão voltar a subir”, rapidamente afirmou, chamando atenção para o nível das reservas estratégicas dos EUA, e da chegada do inverno na Europa, que pode levar com que o continente use o combustível para aquecer suas cidades ao invés do gás natural, sob controle russo.