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Petroleira Karoon planeja zerar emissões líquidas até 2035, foca projetos no Brasil

·3 min de leitura
Sonda de petróleo em Bacia de Santos

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A petroleira Karoon planeja tornar-se carbono neutro já em 2022 e zerar as suas emissões líquidas até 2035, com iniciativas principalmente focadas no Brasil, onde estão os principais ativos da companhia, afirmou à Reuters nesta quinta-feira o presidente da empresa no Brasil, Antonio Guimarães.

Para atingir as metas, a australiana já colocou solicitações para a compra de créditos de carbono e tem a expectativa de assinar contratos dentro de 30 ou 60 dias. Além disso, a petroleira se prepara para montar um time que irá elaborar projetos e definir objetivos para os próximos anos.

A iniciativa, considerada inédita para uma petroleira deste porte, foi anunciada na Austrália nesta quinta-feira, juntamente com um plano de negócios, onde a Karoon reiterou seu interesse de crescer no Brasil, por meio de desenvolvimento orgânico e aquisições.

"Somos uma empresa de petróleo, mas vamos fazer isso de forma responsável", disse Guimarães, em uma entrevista por videoconferência.

"O foco é o Brasil. Nossa preferência é que essa neutralização de carbono e os projetos do futuro sejam no Brasil."

O executivo ponderou que, caso não encontre disponibilidade para a compra de créditos no país, poderá procurar então na América do Sul e, depois, em outras localidades.

"A preferência para a neutralização é onde estou gerando. Boa parte do nosso crescimento se dará no Brasil."

A Karoon fechou ainda um memorando de entendimentos com a anglo-holandesa Shell --maior produtora de petróleo no Brasil depois da Petrobras-- para buscar projetos e parcerias para neutralizar e reduzir emissões, explicou Guimarães.

A empresa ainda planeja estabelecer uma nova equipe de sustentabilidade local para envolver e consultar comunidades para desenvolver novos programas de investimento social e identificar projetos que podem proporcionar benefícios ambientais e sociais.

No campo de pessoas, a empresa já tem 50% de sua força de trabalho de mulheres e agora trabalha para atingir 30% de participação feminina no conselho de administração até 2035.

ESTRATÉGIAS PARA CRESCER

Além do objetivo de desenvolver e expandir seus projetos atuais, a Karoon está atenta a oportunidades de aquisição de ativos marítimos maduros de produção de petróleo. Segundo Guimarães, a empresa tem interesse na eventual expansão para a Bacia de Campos.

"Vamos olhar todas as oportunidades para crescimento", afirmou Guimarães.

Atualmente, as atividades da australiana de produção e exploração no Brasil estão concentradas na Bacia de Santos.

A Karoon tornou-se produtora de petróleo recentemente, ao concluir a aquisição de 100% do campo de Baúna, em águas rasas na Bacia de Santos, da Petrobras, no ano passado, onde planeja investir 300 milhões de dólares para mais que dobrar a produção até 2023.

No terceiro trimestre deste ano, Baúna produziu 13,862 mil barris por dia, segundo relatório publicado nesta quinta-feira.

Além disso, Guimarães apontou que a empresa irá estudar novas perspectivas no Brasil para seus ativos Neon e Goiá, relativamente próximos de Baúna.

Segundo ele, uma opção que será avaliada é a conexão dos ativos com Baúna, por meio de uma estrutura de bombeamento de petróleo de 80 km de extensão. Outra possibilidade, disse o executivo, seria a contratação de uma plataforma exclusiva para a produção dos dois ativos.

(Por Marta Nogueira)

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