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Petrobras vive dilema entre reajuste e escassez

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***ARQUIVO*** SÃO CAETANO DO SUL, SP, 11.03.2022 - Motoristas fazem fila para abastecer em posto no ABC. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO CAETANO DO SUL, SP, 11.03.2022 - Motoristas fazem fila para abastecer em posto no ABC. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um cenário de alta de preços do petróleo no mercado internacional e de inflação em 12 meses na casa dos dois dígitos no Brasil, o reajuste dos combustíveis virou um dilema para a Petrobras.

Por um lado, caso ela não atualize seus preços, as empresas importadoras podem acabar deixando de trazer o combustível mais caro no exterior. Segundo o setor, a importação responde, hoje, por cerca de 30% do fornecimento de diesel no país.

O mercado já tem projetado que o barril de petróleo chegue a US$ 130 no médio prazo. Algumas estimativas apontam que ele poderia chegar a US$ 150 no fim do ano, segundo relatório recente do Morgan Stanley.

"Com a alta no câmbio e nos preços de referência do óleo diesel e da gasolina no mercado internacional, os cenários das defasagens se afastaram da paridade, o que inviabiliza as importações", disse a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) no início da semana.

Em entrevistas recentes, o presidente da entidade, Sérgio Araújo, tem reafirmado que o risco de escassez preocupa e se dá justamente pela falta de paridade entre os preços internos e externos. A falta de reajustes da Petrobras faz com que as importadoras deixem de trazer o diesel, diz ele.

Em contrapartida, o aumento para reduzir a defasagem nos preços dos combustíveis impacta na inflação e pesa direta e indiretamente no bolso dos brasileiros, em um momento sensível para o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele deve tentar a reeleição em outubro, e precisa dar uma resposta aos eleitores, que veem seu poder de compra cada vez mais estrangulado pela inflação.

Os combustíveis já têm tido impacto significativo na alta de preços —o peso deles no IPCA, a inflação oficial do país, chegou a 8,13% em maio, ante 7,96% no mês anterior.

Apenas a gasolina chegou a 6,81% do IPCA em maio, sendo que no mesmo período de 2020, esse percentual era de 4,59%.

Antes dos aumentos anunciados nesta sexta-feira (17), os preços do diesel nas refinarias não eram reajustados desde maio; os da gasolina, desde março.

A pressão do governo para evitar os reajustes tem sido grande: na última quinta-feira (16), em sua live semanal, Bolsonaro disse que a estatal tem "sanha" por reajustar preços. Nesta sexta, pouco antes do anúncio do novo aumento, o presidente afirmou que a empresa jogaria o país no caos.

Ele também chegou a dizer que estaria se articulando com a Câmara para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o presidente da estatal, José Mauro Ferreira Coelho.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é outro que tem investido contra a petroleira, chegando a pedir a renúncia do presidente da Petrobras e a dizer que "vai para o pau" para "reverter preços".

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