Petrobras e Vale pesam; Bovespa fecha em leve baixa

A falta de apetite por ativos de risco levou a Bovespa a encerrar o pregão desta quinta-feira em queda. O noticiário internacional, que pela manhã ditou a volatilidade dos negócios, foi desconsiderado na segunda etapa. Enquanto Nova York tentava se segurar em alta, o Ibovespa seguiu na maior parte do tempo em terreno negativo. A queda de ações de peso no Ibovespa, como Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos, ajudou a manter o índice no vermelho.

O Ibovespa encerrou com leve declínio de 0,04%, aos 57.656,42 pontos. No mês, a Bolsa reduziu o ganho para 0,32% e, no ano, para 1,59%. Na mínima, o índice atingiu 57.129 pontos (-0,95%) e, na máxima, 57.860 pontos (+0,31%. O giro financeiro ficou em R$ 6,401 bilhões. Os dados são preliminares.

Para se ter uma ideia da falta de apetite do investidor, dos quatro pregões deste mês, a Bolsa subiu em dois e caiu nos outros dias de forma intercalada. Ou seja, praticamente anulando os ganhos da véspera.

Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, os investidores já estão em ritmo de fim de ano e, além disso, não há motivação para os negócios na Bolsa. "Lá fora os investidores já fizeram o que tinham que fazer e as posições estão reduzidas. Não há motivação nem para cima nem para baixo."

As blue chips - Petrobras e Vale - acompanharam as commodities no exterior e terminaram em queda. A ação ON da petroleira fechou com declínio de 1,30% e a PN com recuo de 1,27%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em janeiro fechou com perda de 1,84%, a US$ 86,26 o barril.

Vale ON e PNA recuaram 0,67% e 0,27%, respectivamente. As siderúrgicas também tiveram perdas: Gerdau PN (-0,72%), Gerdau Metalúrgica PN (-0,31%), Siderúrgica Nacional ON (-0,76%) e Usiminas PNA (-3,10%). A última figurou entre os destaques de queda do Ibovespa.

Entre os bancos, Itaú Unibanco PN perdeu 0,34% e Banco do Brasil ON cedeu 0,40%. Bradesco caiu 2,06%, enquanto Santander subiu 0,77%. As ações desses dois bancos operaram a maior parte do dia em queda, diante de rumores, negados pelas duas instituições, de que o Bradesco anunciaria a compra da operação brasileira do banco espanhol.

Em contrapartida, as empresas do setor de construção subiram e algumas figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa ainda embaladas pelo noticiário favorável dos últimos dias: PDG ON (+3,93%), Gafisa ON (+3,15%) e Cyrela ON (+2,75%).

Nos Estados Unidos, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 25 mil, para 370 mil, na semana até 1º de dezembro, mais do que o previsto, embora analistas ressaltem que essas estatísticas ainda têm efeito da passagem do furacão Sandy pela costa leste do país.

Além disso, os investidores reagiram positivamente à afirmação do presidente dos EUA, Barack Obama, de que um acordo sobre o abismo fiscal pode ser fechado no prazo de uma semana se os republicanos aceitarem algumas condições, como aumento de impostos para os norte-americanos mais ricos.

Em Nova York, às 17h49 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,10%, o S&P 500 ganhava 0,16% e o Nasdaq tinha valorização de 0,37%.

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