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Petrobras sobe preços da gasolina e do gás de cozinha em 7,2%

·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* CABO FRIO, RJ, BRASIL, 26-09-2012, 09h00: Aeroporto internacional de Cabo Frio cresce impulsionado pelas operacoes do setor de petroleo e gas, principalmente, Petrobras. O crescimento no transporte de cargas e superior aos concorrentes Galeao, Cumbica e Viracopos e a empresa concessionaria se prepara para atender setor farmaceutico. (Foto: Daniel Marenco/Folhapress)
*ARQUIVO* CABO FRIO, RJ, BRASIL, 26-09-2012, 09h00: Aeroporto internacional de Cabo Frio cresce impulsionado pelas operacoes do setor de petroleo e gas, principalmente, Petrobras. O crescimento no transporte de cargas e superior aos concorrentes Galeao, Cumbica e Viracopos e a empresa concessionaria se prepara para atender setor farmaceutico. (Foto: Daniel Marenco/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras anunciou nesta sexta (8) aumentos de 7,2% nos preços da gasolina e do gás de cozinha em suas refinarias. O preço do óleo diesel, que foi reajustado na semana passada, permanecerá estável.

Segundo a estatal, o litro da gasolina vendida por suas refinarias passará de R$ 2,78 para R$ 2,98, um reajuste médio de R$ 0,20. Em nota, a empresa destacou que é o primeiro aumento em 58 dias.

Já o quilo do gás de cozinha passará de R$ 3,60 para R$ 3,86, alta de R$ 0,26. Assim, os 13 quilos necessários para encher um botijão custarão na refinaria o equivalente a R$ 50,15.

O preço do gás de cozinha nas refinarias da estatal ficou 95 dias sem reajustes, embora as cotações internacionais tenham disparado com o aumento da demanda na Europa.

Segundo a estatal, os reajustes "refletem parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global".

Em comunicados sobre os reajustes, a companhia defende que a variação dos preços é importante "para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras".

Na semana passada, a estatal subiu o preço do diesel em 8,9%, no primeiro reajuste depois de 85 dias.

A escalada dos preços dos combustíveis é um dos principais fatores de pressão sobre a inflação brasileira, que em setembro acelerou para 1,16%, a maior alta para o mês desde o início do Plano Real.

Com a forte elevação, o IPCA também quebrou a barreira simbólica dos dois dígitos no acumulado de 12 meses. Nesse período, a alta chegou a 10,25%.

Para tentar reverter os impactos dos aumentos sobre sua popularidade, o presidente Jair Bolsonaro vem colocando o tema como principal prioridade do seu governo.

Na semana passada, recebeu o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) no Palácio da Alvorada para discutir alternativas para segurar os preços.

No início desta semana, Lira propôs mudanças no ICMS, sugerindo que os preços de referência para a cobrança do imposto sejam calculados com base na média de 12 meses e não mais de duas semanas.

A medida, porém, foi criticada por estados e municípios, diante da perspectiva de perda de arrecadação, e teria pouco impacto nos preços, segundo o setor de combustíveis.

Os reajustes da gasolina e do diesel não compensam toda a defasagem em relação ao mercado internacional, que estava em R$ 0,52 por litro na quarta (6), segundo projeções das importadoras de combustíveis.

A tendência é que a estatal siga pressionada, já que as cotações internacionais do petróleo mantém-se acima dos US$ 80 por barril e o dólar permanece na casa dos R$ 5,50.

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