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Petrobras retoma parte do fluxo de despesas com funcionários

André Ramalho

A estatal anunciou que voltam ao normal o recolhimento de FGTS; o pagamento de gratificação de férias e de horas extras A Petrobras informou que, a partir de quarta-feira (1º de julho), retomará o fluxo de uma série de despesas com pessoal que haviam sido postergadas nos últimos três meses, como forma de preservar o caixa da companhia durante o período mais agudo do choque de preços do petróleo no mercado internacional.

A estatal anunciou que voltam ao normal o recolhimento de FGTS; o pagamento de gratificação de férias e de horas extras (conforme regras previstas no acordo trabalhista); e a remuneração de membros do conselho de administração e de presidente, diretores, gerentes executivos e gerais (com o fim da postergação do pagamento de 30% da remuneração mensal).

Além disso, a empresa encerrou a retenção de 10% a 25% da remuneração de funções gratificadas e a redução da jornada de trabalho para os empregados que migraram para a jornada de 6h em função das ações de preservação da liquidez.

Segundo a companhia, as horas extras realizadas nos meses de abril, maio e junho, bem como o percentual da remuneração dos empregados com função gratificada postergado durante esses mesmos meses, serão pagos em setembro. Já o pagamento da gratificação das férias de abril, maio e junho, inicialmente postergado para setembro, será antecipado para a folha do mês de julho.

Já a quitação do pagamento do Programa de Prêmio por Performance (PPP 2019) será feita em dezembro de 2020. A Petrobras manteve também o cancelamento, neste ano, dos processos de avanço de nível e promoção para os empregados e de avanço de nível das funções gratificadas.

As alterações de Regime Especial para Regime Administrativo dos empregados que não estão atuando nas frentes operacionais permanecem até setembro. A iniciativa será reavaliada mensalmente ou em data anterior conforme o retorno ao trabalho operacional, respeitadas as decisões judiciais liminares que mantém o pagamento dos adicionais em algumas localidades.

“As ações adotadas estão em linha com o que toda a indústria global de petróleo está fazendo para superar os impactos desta crise. Identificar e implementar, de forma bem-sucedida, diversas ações com o objetivo de reduzir despesas, aumentando a resiliência e adequando os custos às melhores referências de mercado, é fundamental para permitir à companhia cumprir com os compromissos de reduzir os gastos operacionais em US$ 2 bilhões e os investimentos programados para US$ 8,5 bilhões em 2020. Assim, a Petrobras mantém os esforços voltados à redução de custos e à melhoria da eficiência operacional, buscando não apenas ganhos pontuais, mas, sim, perenes”, esclareceu a empresa, em nota.