Mercado fechará em 5 hs
  • BOVESPA

    101.517,60
    +257,85 (+0,25%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.628,92
    -23,28 (-0,06%)
     
  • PETROLEO CRU

    38,73
    -1,12 (-2,81%)
     
  • OURO

    1.905,30
    +0,10 (+0,01%)
     
  • BTC-USD

    13.193,80
    +116,78 (+0,89%)
     
  • CMC Crypto 200

    264,17
    +0,76 (+0,29%)
     
  • S&P500

    3.433,98
    -31,41 (-0,91%)
     
  • DOW JONES

    27.939,27
    -396,30 (-1,40%)
     
  • FTSE

    5.844,62
    -15,66 (-0,27%)
     
  • HANG SENG

    24.918,78
    +132,68 (+0,54%)
     
  • NIKKEI

    23.494,34
    -22,25 (-0,09%)
     
  • NASDAQ

    11.645,75
    -17,75 (-0,15%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6505
    -0,0134 (-0,20%)
     

Petrobras reduz gasolina em 4%, na 1ª queda desde abril; mantém diesel

·2 minutos de leitura

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina em suas refinarias em 4% a partir de sexta-feira, enquanto o diesel seguirá com cotações estáveis, informou a companhia por meio da assessoria de imprensa nesta quinta-feira.

O reajuste é a primeira redução de preços da estatal para o combustível desde meados de abril, quando teve início uma série de aumentos, que acompanharam em parte a recuperação do petróleo no mercado internacional devido ao relaxamento de medidas de isolamento adotadas pelo mundo para conter a disseminação do coronavírus.

Os preços do petróleo Brent, referência internacional, dispararam 120% desde mínimas de 20 anos atingidas em abril, mas o rali perdeu força em meio a uma constante expansão dos novos casos de coronavírus pelo mundo, que levou à retomada de ações de prevenção em alguns países e alimentou preocupações sobre a demanda por combustível.

Ainda estão no radar de investidores temores de que o mercado volte a um excesso de oferta, uma vez que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados liderados pela Rússia devem começar em agosto a flexibilizar cortes recordes de produção que vinham sendo aplicados desde maio.

O corte anunciado para sexta-feira segue-se a nove aumentos seguidos para a gasolina desde meados de abril, quatro deles na casa de dois dígitos, segundo dados da Petrobras compilados pela Reuters.

Com o novo reajuste, o preço médio da gasolina nas refinarias da estatal passa a ser de 1,6551 real por litro, ainda de acordo com dados compilados pela Reuters. No ano, a cotação acumula queda de cerca de 13,7%.

Para o diesel, o último movimento de preços foi uma elevação média de 6%, em 17 de julho.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos, no entanto, não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

Nas bombas, os preços do diesel e da gasolina acumulavam nove semanas consecutivas de alta até a última sexta-feira, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira pela ValeCard, empresa de gestão de frotas, indicou que nos últimos dois meses os preços médios da gasolina tiveram ganho de 7,78% nas bombas brasileiras, em comparação com maio.

Depois de uma queda a partir de janeiro, os valores passaram a subir em junho e julho, atingindo atualmente uma média de 4,322 reais por litro, segundo a ValeCard. A elevação verificada neste mês foi de 4,44% ante junho.

"O aumento no preço da gasolina reflete a retomada das atividades econômicas após a crise causada pela pandemia do novo coronavírus no mundo, que diminuiu a circulação de veículos no Brasil", disse a companhia em nota.

(Por Rodrigo Viga Gaier, com reportagem adicional de Luciano Costa e Gabriel Araujo)