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Petrobras reduz preço do diesel em R$ 0,22 nas refinarias, em manhã de atos pela democracia

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 23.06.2022 - Movimentação em posto de combustíveis na marginal Tietê, em São Paulo. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 23.06.2022 - Movimentação em posto de combustíveis na marginal Tietê, em São Paulo. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (11) uma nova redução no preço do óleo diesel nas refinarias. A medida, que entra em vigor nesta sexta (12), diminui o valor médio para as distribuidoras em R$ 0,22 –de R$ 5,41 para R$ 5,19.

É a segunda baixa consecutiva do diesel em agosto. Na semana passada, a estatal já havia cortado o preço em R$ 0,20 nas refinarias. Ou seja, a redução acumulada neste mês chegou a R$ 0,42.

O corte da semana passada foi o primeiro em mais de um ano. Até então, a última baixa nas refinarias havia ocorrido em maio de 2021, segundo a estatal.

A Petrobras citou os mesmos argumentos ao confirmar as duas reduções consecutivas. Conforme a estatal, os preços de referência no mercado internacional se estabilizaram em um patamar inferior para o diesel, o que permitiu a trégua nas refinarias.

"Essa redução [...] é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio", disse a estatal em nota nesta quinta.

Segundo estimativa da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o valor médio do diesel nas refinarias brasileiras estava 13% –ou R$ 0,60– acima das cotações internacionais na abertura do mercado desta quinta.

Pressionado pela disparada da inflação, o governo Jair Bolsonaro (PL) busca diminuir a carestia dos combustíveis às vésperas das eleições. Analistas de mercado já manifestaram temor de interferência do presidente na Petrobras.

O ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) compartilhou nas redes sociais o anúncio da nova redução do diesel, indicando que o governo está escrevendo "a carta que muda o Brasil para melhor".

Essa expressão ironiza a leitura de carta e manifestos pró-democracia nesta quinta no país. Bolsonaro já fez críticas a esse movimento, que ganhou força nas últimas semanas.

"Carta ao Povo Brasileiro: estamos escrevendo a Carta que muda o Brasil para melhor. Combustível mais barato, redução do preço do diesel! Deflação, aumento do emprego! Economia forte, Democracia forte! Parabéns Democrata Jair Bolsonaro!", escreveu o ministro no Twitter.

Ele, contudo, não citou indicadores que vêm afetando de maneira negativa os brasileiros, como o aumento da pobreza e o avanço da fome na pandemia.

CENÁRIO DOS PREÇOS

Com o teto das alíquotas de ICMS (imposto estadual) sancionado em junho, a gasolina engatou uma sequência de queda nas bombas durante as últimas semanas.

O diesel foi menos impactado pela redução do tributo. É que a maior parte dos estados já cobrava alíquotas menores do que o teto estabelecido pela nova lei.

Agora, influenciado pelos recentes sinais de trégua do petróleo no mercado internacional, o combustível usado em caminhões passou a ceder nas refinarias.

Bolsonaro foi alvo de críticas de caminhoneiros em razão da carestia nos últimos meses. Com a pressão às vésperas das eleições, o governo abriu os cofres e incluiu os motoristas em um pacote de medidas de auxílio iniciado neste mês.

Até o final de julho, o preço médio do diesel nos postos de combustíveis seguia acima de R$ 7, mais caro do que a gasolina, conforme pesquisa semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Até a manhã desta quinta, a ANP ainda não havia atualizado o levantamento com os dados do começo de agosto. O motivo para o atraso, diz a agência, foi uma tentativa de ataque cibernético aos seus sistemas. Os endereços foram retirados do ar. ​

No final de julho, a Petrobras chegou a sinalizar que não faria grandes cortes no preço do diesel no curto prazo, diante dos problemas de oferta global e da proximidade do inverno no hemisfério norte. A estação aumenta a demanda pelo combustível.

As incertezas sobre a oferta global, dizem analistas, ainda persistem. A situação, segundo eles, ameaça impedir uma queda mais robusta dos preços até o final do ano.