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Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9%

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*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL, 07-11-2014, 10h00: AUMENTO PRECO COMBUSTIVEL. Funcionário de posto de combustível na Avenida Embaixador Macedo Soares (Marg.Tiete), em São Paulo. (Foto: Apu Gomes/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL, 07-11-2014, 10h00: AUMENTO PRECO COMBUSTIVEL. Funcionário de posto de combustível na Avenida Embaixador Macedo Soares (Marg.Tiete), em São Paulo. (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras anunciou nesta terça-feira (19) redução de 4,9% no preço médio de venda da gasolina por suas refinarias. A partir desta quarta (20), o litro do combustível será vendido, em média, por R$ 3,86, um corte de R$ 0,20.

É a primeira queda no preço da gasolina vendida pelas refinarias da estatal desde dezembro de 2021. Em 2022, a escalada das cotações internacionais após o início da guerra na Ucrânia levou os preços dos combustíveis a recordes históricos, cenário que derrubou dois presidentes da Petrobras.

Em nota, a Petrobras disse que o corte anunciado nesta terça acompanha a evolução das cotações internacionais "e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio".

É a primeira mudança nos preços dos combustíveis na gestão de Caio Paes de Andrade, que chegou à empresa com a missão de evitar aumentos mas tem sido ajudado pela queda das cotações internacionais do petróleo em meio a temores de recessão global.

Com o recuo do petróleo nas últimas semanas, era crescente a pressão de aliados e apoiadores do governo por cortes na gasolina. O produto chegou a ficar 99 dias sem reajustes durante a escalada do petróleo no início do ano, até ser aumentado em 5,2% no dia 18 de junho.

O mercado, porém, viu com naturalidade a decisão da empresa, já que a diferença de preços abria maior margem para importações por concorrentes. Agora, dizem fontes, eventual novo pico de preços do petróleo passa a ser um teste para a autonomia da empresa durante o período eleitoral.

"Apesar da redução no preço, ainda vemos as margens de refino da Petrobras em níveis saudáveis", escreveram os analistas do Goldman Sachs Bruno Amorim, João Frizo e Guilherme Costa Martins.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio da gasolina nas refinarias brasileiras passava de uma semana acima da paridade de importação, conceito usado pela Petrobras em sua política de preços. Nesta terça, a diferença era de R$ 0,30 por litro.

O preço do diesel, que não terá alterações, está R$ 0,28 por litro mais caro nas refinarias brasileiras, mas tem oscilado entre períodos acima e períodos abaixo da paridade de importação.

A Petrobras estima que o corte nas refinarias represente uma queda de R$ 0,15 por litro no preço final do combustível, considerando que a mistura vendida nos postos tem 27% de etanol.

O consumidor já vem sendo beneficiado pelos cortes nos impostos federais e estaduais sobre o combustível, aprovados em lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no fim de junho. ​

Desde então, o preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu 17,8%, para R$ 6,07 por litro, o menor patamar desde junho de 2021, em valores corrigidos pela inflação.

Já o preço do diesel, que já não tinha incidência de impostos federais e tinha alíquotas menores de ICMS, foi menos afetado pelas medidas aprovadas pelo Congresso, com queda de apenas 1,2% nas bombas após os cortes de impostos estaduais.

Também nesta terça, a Petrobras informou que a agência de classificação de risco Fitch alterou a perspectiva de sua nota de crédito de negativa para estável, como reflexo da melhora na nota da República do Brasil.

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