Mercado fechado
  • BOVESPA

    113.031,98
    +267,72 (+0,24%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.638,36
    -215,01 (-0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    88,52
    -0,89 (-1,00%)
     
  • OURO

    1.793,70
    -4,40 (-0,24%)
     
  • BTC-USD

    24.123,54
    -268,28 (-1,10%)
     
  • CMC Crypto 200

    572,62
    -18,14 (-3,07%)
     
  • S&P500

    4.297,14
    +16,99 (+0,40%)
     
  • DOW JONES

    33.912,44
    +151,39 (+0,45%)
     
  • FTSE

    7.509,15
    +8,26 (+0,11%)
     
  • HANG SENG

    20.040,86
    -134,76 (-0,67%)
     
  • NIKKEI

    28.829,04
    -42,74 (-0,15%)
     
  • NASDAQ

    13.664,25
    -17,00 (-0,12%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1785
    0,0000 (0,00%)
     

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9%

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras anunciou nesta terça-feira (19) redução de 4,9% no preço médio de venda da gasolina por suas refinarias. A partir desta quarta (20), o litro do combustível será vendido, em média, por R$ 3,86, um corte de R$ 0,20.

É a primeira queda no preço da gasolina vendida pelas refinarias da estatal desde dezembro de 2021. Em 2022, a escalada das cotações internacionais após o início da Guerra da Ucrânia levou os preços dos combustíveis a recordes históricos, cenário que derrubou dois presidentes da Petrobras.

Em nota, a estatal disse que o corte anunciado nesta terça acompanha a evolução das cotações internacionais "e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio".

É a primeira mudança nos preços dos combustíveis na gestão de Caio Paes de Andrade, que chegou à empresa com a missão de evitar aumentos, mas tem sido ajudado pela queda das cotações internacionais do petróleo em meio a temores de recessão global.

Com o recuo do petróleo nas últimas semanas, era crescente a pressão de aliados e apoiadores do governo por cortes na gasolina. O produto chegou a ficar 99 dias sem reajustes durante a escalada do petróleo no início do ano, até ser aumentado em 5,2% no dia 18 de junho.

O mercado, porém, viu com naturalidade a decisão da empresa, já que a diferença de preços abria maior margem para importações por concorrentes. Agora, dizem fontes, eventual novo pico de preços do petróleo passa a ser um teste para a autonomia da Petrobras durante o período eleitoral.

Depois de um período de queda, em que chegou a ser cotado em patamar inferior ao visto durante toda a guerra, o barril do petróleo Brent voltou a avançar nos últimos dias. No fim da tarde desta terça, a commodity apresentava alta de 1,04%, a US$ 107,38 (R$ 578,76). Nos últimos três dias, a alta acumulada é de aproximadamente 8%. Neste ano, o petróleo já subiu 38%.

"Apesar da redução no preço, ainda vemos as margens de refino da Petrobras em níveis saudáveis", escreveram os analistas do Goldman Sachs Bruno Amorim, João Frizo e Guilherme Costa Martins.

As ações mais negociadas da empresa subiram 2,03% nesta terça, impulsionando a Bolsa. Também nesta terça, a Petrobras informou que a agência de classificação de risco Fitch alterou a perspectiva de sua nota de crédito de negativa para estável, como reflexo da melhora na nota do Brasil.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio da gasolina nas refinarias brasileiras passava de uma semana acima da paridade de importação, conceito usado pela Petrobras em sua política de preços. Nesta terça, a diferença era de R$ 0,30 por litro.

O preço do diesel, que não terá alterações, está R$ 0,28 por litro mais caro nas refinarias brasileiras, mas tem oscilado entre períodos acima e períodos abaixo da paridade de importação.

A Petrobras estima que o corte nas refinarias represente uma queda de R$ 0,15 por litro no preço final na bomba, considerando que a mistura vendida nos postos tem 27% de etanol.

O consumidor já vem sendo beneficiado pelos cortes nos impostos federais e estaduais sobre o combustível, aprovados em lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no fim de junho. ​

Desde então, o preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu 17,8%, para R$ 6,07 por litro, o menor patamar desde junho de 2021, em valores corrigidos pela inflação.

Já o preço do diesel, que já não tinha incidência de impostos federais e tinha alíquotas menores de ICMS, foi menos afetado pelas medidas aprovadas pelo Congresso, com queda de apenas 1,2% nas bombas após os cortes de impostos estaduais.

O aumento do preço dos combustíveis é um dos principais fatores que vêm impulsionando a inflação, principal preocupação do Planalto às vésperas da eleição.

Bolsonaro está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O IPCA, índice oficial de inflação do país, acumula alta de dois dígitos, acima de 10%, há 10 meses. Ou seja, desde setembro do ano passado.

Uma sequência tão longa não ocorria desde o intervalo de 2002 a 2003. À época, o índice ficou em dois dígitos por 13 meses consecutivos, de novembro de 2002 a novembro de 2003.

As medidas recentes adotadas pelo governo federal, no entanto, já começaram a surtir efeito. Em junho, dado mais recente disponível, os preços da gasolina, item de maior peso individual no IPCA, caíram 0,72%, enquanto o etanol recuou 6,41%. O óleo diesel, por outro lado, subiu 3,82%.

O impacto no bolso do eleitor da redução deve ser sentido, no curto prazo, principalmente pela classe média, e não pelos mais pobres, uma vez que a gasolina tem um peso maior no consumo da população de renda mais alta.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos