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Petrobras reavalia participação da Golar em licitação de terminal de GNL

Por Sabrina Valle
·2 minutos de leitura
Logo da Petrobras no edifício-sede da companhia no Rio de Janeiro
Logo da Petrobras no edifício-sede da companhia no Rio de Janeiro

Por Sabrina Valle

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras disse que irá reavaliar a participação da empresa de Gás Natural Liquefeito (GNL) Golar Power em uma licitação para arrendamento de seu terminal de regaseificação de GNL na Bahia.

A companhia afirmou, em comunicado na noite de segunda-feira, que fará uma revisão da análise de integridade da Golar, um processo aplicado a todos seus fornecedores. Empresas vistas como de elevado nível de risco de integridade não podem fazer negócios com a petroleira estatal.

A Golar Power, uma joint venture da Golar LNG com a empresa de private equity Stonepeak Infrastructure Partners, não respondeu de imediato a pedidos de comentário enviados fora do horário de expediente.

A revisão vem após um executivo do grupo Golar ter sido citado na mais recente fase da Operação Lava Jato, segundo a Petrobras.

As alegações contra o executivo, atual CEO da Golar Power, Eduardo Antonello, são baseadas em acusações de réus confessos e acordos de delação premiada e devem-se à sua atuação anterior, pelo grupo Seadrill. Ainda não foram apresentadas denúncias.

Um representante de Antonello disse à Reuters na semana passada que as acusações contra ele são "alegações de delatores, não traduzindo a realidade dos fatos" e pediu maior cautela de autoridades na divulgação de investigações devido ao risco de "destruição da reputação dos indivíduos e empresas atingidos".

Executivos da Golar disseram no final de agosto que a companhia estava "muito interessada" na disputa pelo terminal de GNL da Petrobras, que também atraiu empresas como Shell, Total e BP.

PARCERIA COM BR

A Petrobras disse que também enviou uma carta à BR Distribuidora, na qual é acionista, "solicitando esclarecimentos" sobre uma recentemente anunciada parceria da empresa de combustíveis com a Golar Power para o setor de GNL, "diante dos fatos revelados pela Operação Lava Jato".

A estatal destacou, no entanto, que "não é acionista controladora da BR".

A BR disse em comunicado em separado, na noite de segunda-feira, que tomou conhecimento da citação de Antonello na Lava Jato por meio da imprensa.

"No momento não há qualquer decisão relativa a novos passos no âmbito da parceria e, ao tomar conhecimento das notícias, a companhia deu início às diligências necessárias para averiguação dos referidos fatos de modo que possa avaliar as eventuais implicações para os negócios entre as companhias", afirmou a BR.

Em nota à Reuters, a BR disse ainda que, antes da Lava Jato, "desconhecia qualquer fato que desabonasse a conduta do Sr. Eduardo Antonello". A empresa também destacou que estuda parceria com a Golar Power, "mas não há qualquer decisão relativa a novos passos no âmbito dessa negociação".

A empresa teve aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para uma joint venture no setor de distribuição de gás natural liquefeito (GNL) com a Golar Power.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519)) REUTERS LC