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Petrobras prevê distribuir US$ 34 bilhões em dividendos até 2024

Francisco Góes e Rodrigo Polito

Em apresentação a investidores em Nova York, executivos da companhia detalharam plano estratégico 2020-2024 e indicaram intenção da estatal de reduzir gastos em 10% A Petrobras prevê distribuir US$ 34 bilhões em dividendos até 2024. O valor faz parte de apresentação sobre o detalhamento do plano estratégico 2020-2024 que a Petrobras faz a investidores na Bolsa de Valores de Nova York.

Segundo a diretora financeira e de relações com investidores, Andrea Almeida, a distribuição dos recursos para essa finalidade é um dos melhores usos que a Petrobras pode fazer do seu caixa no futuro. Ela afirmou ainda que quando a dívida bruta da empresa chegar a US$ 60 bilhões haverá um aumento substancial de pagamento de dividendos.

A executiva destacou que a companhia espera reduzir o intervalo entre o valor de mercado e o valor patrimonial da empresa nos próximos dois anos. A meta é reduzir em 15% os gastos corporativos e em 10% os custos até 2021.

A companhia vem tocando um plano de vendas de ativos para ajudar a reduzir o endividamento. Em 2019, os desinvestimentos somam US$ 16 bilhões até agora. A dívida foi reduzida em US$ 21 bilhões.

O presidente da companhia, Roberto Castello Branco, reafirmou a intenção de vender oito refinarias até 2021. Segundo ele, o monopólio no refino é uma forma de criar ineficiência. Nessa área, a companhia pretende ter um negócio de baixo e custo e mais eficiente.

A ideia, diz Castello Branco, é que a Petrobras do futuro seja uma empresa focada em exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas na Região Sudeste.

Segundo o executivo, a logística e o marketing serão mais importantes para a companhia. Ele lembrou que a empresa está trabalhando em uma transformação cultural dentro da empresa.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, detalha o plano estratégico 2020-2024 a investidores em Nova York

Leo Pinheiro/Valor

Castello Branco ressaltou que a Petrobras destruiu valor para os acionistas nos últimos 20 anos. “O nosso negócio é criar valor”, acrescentou. Ele disse que espera conseguir o grau de investimento das agências de classificação de risco.

O executivo detalhou os cinco pilares do plano estratégico: maximização do retorno sobre o capital empregado; redução do custo de capital; busca incessante por custos baixos; meritocracia e respeito às pessoas, meio ambiente e segurança.

“É nossa missão manter e reforçar a cultura de segurança da empresa”, completou o executivo.