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Petrobras permanecerá contratando equipes de contingência, segundo Castello Branco

Juliano Passaro
Petrobras permanecerá contratando equipes de contingência, segundo Castello Branco

O presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Roberto Castello Branco, afirmou que permanecerá contratando equipes de contingência para que não haja recuo na produção de petróleo e gás da estatal durante a greve. A fala foi proferida nesta sexta-feira (14).

De acordo com Castello Branco, o plano de contingência irá durar até o final da greve. “O tempo que for necessário. Enquanto durar a greve o plano de contingência funciona”, disse o presidente da Petrobras.

A greve dos petroleiros teve início no primeiro dia deste mês, porém, de acordo com a estatal, a produção não sofreu impacto. “Nenhuma gota de petróleo deixou de ser produzida”, assegurou.

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O paralisação ocorreu por conta das mil demissões que foram realizadas pela Petrobras na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR). Os trabalhadores alegam que a petroleira não respeita o acordo coletivo de trabalho.

Os funcionários também desaprovam a mudança feita pela estatal em relação a tabela de turnos ininterruptos dos trabalhadores com revezamento, no Brasil inteiro. Um dos questionamentos é que não houve conversas com os sindicatos para esta alteração.

Produção da Petrobras durante a greve

A Petrobras informou na última quarta-feira (12) que a greve dos petroleiros não causará impactos na produção da estatal.

Segundo a Petroleira, as unidades seguem operando em condições adequadas mesmo após 12 dias de paralisação.

“As unidades estão operando em condições adequadas de segurança, com reforço de equipes de contingência e não há impacto na produção. As entregas de produtos ao mercado também seguem normais”, informou a petroleira.

A estatal informou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter ao menos 90% do efetivo trabalhando normalmente durante o período de greve "assegura a adoção de medidas necessárias para coibir descumprimentos e condutas de caráter abusivo". A determinação do STF mantém a decisão anterior do Tribunal Superior do Trabalho.

Até o momento, conforme as informações divulgadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve conta com 20 mil adesões, em 50 plataformas, 11 refinarias e 23 terminais da Petrobras.