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Petrobras já lançou concorrência para contratar plataforma para SEAP, diz diretor

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras já lançou ao mercado um processo de concorrência para a contratação de uma plataforma para o projeto de águas profundas de Sergipe-Alagoas, disse nesta terça-feira o diretor de Desenvolvimento da empresa, João Henrique Rittershaussen, indicando que as propostas deverão ser recebidas em 2022.

Em entrevista à agência epbr, Rittershaussen afirmou que foi iniciada uma licitação para contratação pelo modelo Built Operate and Transfer (BOT), pelo qual a afretadora opera a plataforma por algum tempo e posteriormente a transfere para a Petrobras. O processo visa uma unidade do tipo FPSO.

"O BOT do FPSO para o SEAP (Sergipe Águas Profundas) já está na rua. É um processo de parceria, mas já está na rua e as empresas já estão trabalhando no processo", disse o diretor. "Já está no mercado, a gente deve receber proposta ano que vem".

O modelo BOT é uma novidade para a Petrobras, embora a companhia tivesse antecipado em fevereiro deste ano que pretendia trabalhar com essa opção para as águas profundas de Sergipe.

Na entrevista, Rittershaussen destacou que a estatal tem realizado um trabalho forte para a redução do tempo de implantação de plataformas, bem como para redução do tempo de construção e aumento da eficiência das unidades.

Questionado sobre as perspectivas no setor para 2022, Rittershaussen disse que "(deve) ter mais alguma coisa, mas ainda não dá para divulgar... O ano que vem vai ser bom".

SONDAS

O diretor da Petrobras afirmou ainda que a empresa possui atualmente 22 sondas em operação, e que a carteira deve girar em torno de 20 a 25 sondas entre os anos de 2021 e 2025, conforme planejado pela companhia.

Rittershaussen frisou que diversos contratos de sondas terminam até 2023, mas que a empresa tem realizado novas licitações.

"Tem alguma probabilidade de as sondas que já estão no Brasil ganharem essa licitação, por elas já estarem em operação, não terem custo de mobilização e não precisarem fazer grandes investimentos para continuar operando com a Petrobras", disse.

"São licitações internacionais, abertas para qualquer companhia que atenda aos requisitos da licitação, mas as empresas que têm sondas com a gente têm uma possibilidade de terem novos contratos", acrescentou o diretor.

Ele reiterou o foco da estatal no pré-sal, que recebe 70% do investimento da Petrobras e tem apresentado "produtividade excelente", destacando que a companhia não tem perspectiva de realizar perfuração de poços novos em lâminas de água rasa.

(Por Gabriel Araujo)

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