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Petrobras investirá em fontes renováveis após se recuperar, diz diretor

Rodrigo Polito

Segundo o executivo, o investimento em renováveis é questão de sobrevivência, mas deverá ser feito em “um futuro mais longínquo” A Petrobras planeja investir em fontes renováveis de energia, afirmou há pouco o diretor de relacionamento institucional da companhia, Roberto Ardenghy. Ele, porém, explicou, que esse movimento será feito apenas depois que a companhia tiver se recuperado financeiramente.

“Olhando para o futuro, nessa área de renováveis, estamos olhando a questão de energia solar, e estamos desenvolvendo a questão de [energia] eólica offshore [marítima]”, disse o executivo, que participa de evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio.

Segundo ele, o investimento em renováveis é questão de sobrevivência. Ele, porém, explicou que esses investimentos serão em “um futuro mais longínquo, e não a curto prazo”.

Ele lembrou que a dívida da Petrobras é de US$ 90 bilhões. E o nível de endividamento está em 2,7 vezes a relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).

Operações

Ao detalhar dados operacionais da companhia, o diretor informou que a participação de ativos em águas profundas e ultraprofundas no portfólio de exploração e produção da Petrobras saltará de 55%, neste ano, para 88%, em 2020.

Segundo o executivo, os campos em águas profundas respondem por 81% da produção e 85% da receita da Petrobras.

“A Petrobras não está saindo do setor de óleo e gás, mas apenas se concentrando onde ela gera mais valor”, disse o executivo.

“A Petrobras está selecionando aqueles projetos onde tem mais capacidade de recuperar o valor investido”, completou o diretor.

Ele lembrou que, para manter a produção da companhia constante, é necessário incorporar 1 bilhão de barris de reserva por ano, o que demanda investimentos estimados em US$ 3 bilhões.

Ardenghy ressaltou ainda que a Petrobras teve “participação expressiva” e uma “estratégia bem-sucedida” nos dois leilões petrolíferos recentes — o megaleilão do excedente da cessão onerosa e a 6ª Rodada do Pré-sal.

A companhia ganhou dois blocos no leilão do excedente da cessão onerosa e um na 6ª Rodada do Pré-sal.

O executivo lembrou ainda que, em linha com o plano de negócios 2019-2023, a Petrobras prevê um aumento de 44% da produção própria nos próximos quatro anos.