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Petrobras faz 1ª redução do ano no preço da gasolina

Marta Nogueira
·3 minuto de leitura
Carro sendo abastecido com gasolina em um posto de combustíveis no Rio de Janeiro

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras reduzirá em cerca de 5% o preço médio da gasolina nas refinarias a partir de sábado, no primeiro recuo do combustível fóssil da petroleira deste ano, informou a estatal nesta sexta-feira, após um recuo dos preços do barril do petróleo nesta semana.

O ajuste representa uma queda de 0,14 real por litro no valor médio da gasolina nas refinarias, para 2,69 reais por litro.

O diesel, por sua vez, foi mantido estável nos pontos de venda da empresa, responsável por quase 100% da capacidade de produção de combustíveis do Brasil.

O movimento veio após o petróleo tipo Brent ter fechado com queda de 7% na véspera. Desde 8 de março, o valor de referência já caiu mais de 11%, diante de temores cada vez maiores com o aumento no número de casos de Covid-19 na Europa.

Cristiano Costa, CEO da empresa norte-americana de Trading e Consultoria de Commodities J.Global Energy, afirmou que o ajuste fará com que o preço da gasolina da estatal fique abaixo da paridade de importação.

"Os preços da gasolina e do diesel vêm ambos completamente díspares e fora da paridade de importação há quase um ano. A Petrobras vem tentando perseguir o mercado internacional e não consegue", disse Costa.

O especialista pontuou que o recuo do preço do petróleo no mercado internacional foi um "soluço", principalmente devido a novos "lockdowns" na Europa e a interrupções momentâneas no uso de vacina da AstraZeneca em alguns países europeus.

"O diesel entrou em paridade, graças a esse ajuste internacional (dos preços do petróleo e derivados). E a gasolina, quando entra em paridade, a Petrobras abaixa, mostrando que foi um movimento político", afirmou o especialista, destacando que o país acaba de elevar a taxa básica de juros, devido a um avanço da inflação.

Para Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos, o reajuste era aguardado e está exatamente de acordo com o que apresentou o modelo de acompanhamento da defasagem no preço da gasolina da corretora.

"Hoje, a defasagem no preço da gasolina internacional em relação a gasolina doméstica se inverteu e, pela primeira vez em meses, o combustível brasileiro estava mais caro que no mercado internacional até 5%", disse Sousa, em nota.

Para o presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, no entanto, o ajuste feito pela petroleira permitirá que os preços da gasolina fiquem "na faixa da paridade".

Ao longo dos últimos meses, a Abicom vem afirmando que suas associadas pararam de importar combustíveis, uma vez que não conseguiam competir com os preços praticados pela Petrobras.

Nesta sexta-feira, Araújo disse que o anúncio de manutenção do valor do diesel foi "coerente", já que "a volatilidade está muito elevada".

O repasse do reajuste da gasolina nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende ainda de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

IMPACTOS NA INFLAÇÃO

Para o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, o valor não deve chegar na bomba.

"Ainda existe um passivo do volume de elevações que não chegou no consumidor. Isso significa que, apesar da queda de hoje relativamente expressiva, a alta que deve chegar às bombas é maior do que a baixa de hoje", afirmou.

Apesar do corte do preço anunciado pela Petrobras, a gasolina da companhia apresenta avanço de 46% neste ano.

"Esse reajuste para baixo de hoje vai apenas reduzir o montante altista no valor na bomba".

No entanto, ele pontuou que o movimento foi "positivo" do ponto de vista de controle da inflação.

"Em termos absolutos, se a gente considerar que essa diminuição chegaria nos preços, falamos em uma redução do IPCA de abril de 8 pontos base. Então é relevante, mas deve mitigar o avanço sem entrar em deflação, propriamente dita", completou Sanchez, que projeta um IPCA de 4,8% até o fim de 2021.