Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.487,88
    +1.482,66 (+1,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.518,30
    +228,39 (+0,45%)
     
  • PETROLEO CRU

    112,70
    +0,49 (+0,44%)
     
  • OURO

    1.845,10
    +3,90 (+0,21%)
     
  • BTC-USD

    29.391,92
    +91,18 (+0,31%)
     
  • CMC Crypto 200

    650,34
    -23,03 (-3,42%)
     
  • S&P500

    3.901,36
    +0,57 (+0,01%)
     
  • DOW JONES

    31.261,90
    +8,77 (+0,03%)
     
  • FTSE

    7.389,98
    +87,24 (+1,19%)
     
  • HANG SENG

    20.717,24
    +596,56 (+2,96%)
     
  • NIKKEI

    26.739,03
    +336,19 (+1,27%)
     
  • NASDAQ

    11.838,00
    -40,25 (-0,34%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1528
    -0,0660 (-1,26%)
     

Petrobras eleva preço do diesel nas refinarias em 8,87%

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 10.03.2022 - Fila em posto de combustíveis no Eixo W, na Asa Norte, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 10.03.2022 - Fila em posto de combustíveis no Eixo W, na Asa Norte, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

NOVA YORK, USA (FOLHAPRESS) - A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (9) aumento do preço médio do diesel de 8,87% nas suas refinarias. A alta era esperada pelo mercado, diante da escalada das cotações internacionais nas últimas semanas.

O reajuste é anunciado em meio a críticas do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL) aos elevados lucros da estatal. Na quinta (5), a empresa anunciou lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022, o que motivou decisão pela distribuição de R$ 48,5 bilhões em dividendos.

No comunicado sobre o aumento, a Petrobras ressaltou que não mexe no preço do combustível há 60 dias. "Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado", disse.

Segundo a Abicom, após o reajuste o diesel vendido no Brasil ainda tem uma defasagem de R$ 0,61 por litro. Setor reclama também de alta defasagem da gasolina, que está em 0,93 por litro.

A Petrobras anunciou que o preço médio do combustível em suas refinarias passa de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro —o repasse aos consumidores depende de políticas comerciais de distribuidoras e postos de combustíveis.

"Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,36 por litro", afirmou a empresa.

Os valores da gasolina e do gás de cozinha foram mantidos. O preço da gasolina está inalterado há 60 dias. O do gás de cozinha foi reduzido em 5,58% no dia 8 de abril.

Nos últimos dias, com a alta das cotações internacionais, a Petrobras vinha sofrendo pressão do mercado para anunciar reajustes. O setor de combustíveis também alertava sobre o risco de falta de produtos, devido à dificuldade para importações por empresas privadas.

Nesta segunda (9), antes do aumento, o preço médio do diesel nas refinarias brasileiras estava R$ 0,94 por litro abaixo da paridade de importação, segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

Empresas de ônibus, por outro lado, divulgaram comunicado dizendo que a população poderia ter problemas com o transporte coletivo, caso o preço do diesel subisse. Na quinta, Bolsonaro disse que o lucro da Petrobras é um "estupro".

Mesmo sem reajuste há 60 dias, o preço do diesel vinha com tendência de alta nas bombas. Na semana passada, o combustível foi vendido, em média, a R$ 6,630 por litro, R$ 0,02 acima do verificado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) na última semana.

Na sexta (6), em eventos com analistas e jornalistas para detalhar o balanço do primeiro trimestre, a direção da Petrobras defendeu a política de preços e repetiu discurso defendendo que o bom desempenho da Petrobras gera ganhos ao país sob a forma de pagamento de impostos e dividendos.

"Não podemos nos desviar da prática de preços de mercado, condição necessária para a geração de riqueza não só para a companhia mas para toda a sociedade brasileira, fundamental para atrair investimentos para o país e para garantir o suprimento de derivados que o Brasil precisa importar", disse o presidente da companhia, José Mauro Coelho.

O último ajuste de preços aplicado pela Petrobras havia acontecido em 11 de março e, naquele momento, refletia apenas parte da elevação observada nos preços de mercado. Naquela oportunidade, a estatal elevou o diesel em cerca de 25%, a gasolina em quase 19% e o GLP em 16%.

"Desde aquela data, a Petrobras manteve os seus preços de diesel e gasolina inalterados e reduziu os preços de GLP, observando a dinâmica de mercado de cada produto", disse a estatal.

"Nesse momento, no entanto, o balanço global de diesel está impactado por uma redução da oferta frente à demanda. Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras."

Segundo a estatal, esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo.

A Petrobras destacou que as refinarias da companhia já estão operando próximo do seu nível máximo (fator de utilização de 93% no início de maio), considerando as condições adequadas de segurança e de rentabilidade, e que o refino nacional não tem capacidade para atender toda a demanda do país.

"Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores. Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado", observou.

"O Brasil é importador de derivados, portanto não seguir a paridade dos preços pode levar a desabastecimento do mercado", disse à Reuters Pedro Rodrigues, do Cbie (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

"Independente da reclamação e insatisfação do presidente e de todos os consumidores, não seguir o preço internacional pode causar desabastecimento. Quando a margem começa a abrir muito, ou seja, combustível mais barato aqui dentro, o aumento é inevitável", adicionou Rodrigues.

No comunicado, a Petrobras disse reiterar "seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos da volatilidade".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos