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Petrobras corta preço do diesel em R$ 0,20

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 20.07.2022 - PETROBRAS REDUZ PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS - Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9%. Geral do posto de combustível na Rodovia Anchieta no trecho urbano. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 20.07.2022 - PETROBRAS REDUZ PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS - Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9%. Geral do posto de combustível na Rodovia Anchieta no trecho urbano. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (4) um corte de 3,6% no preço do óleo diesel nas refinarias. A medida, que entra em vigor nesta sexta (5), representa uma baixa de R$ 0,20 no valor médio para as distribuidoras.

Com a decisão, o preço do litro cairá de R$ 5,61 para R$ 5,41. É a primeira redução no diesel em mais de um ano. A última baixa nas refinarias havia ocorrido em maio de 2021, segundo a estatal.

Pressionado pela disparada da inflação, o governo Jair Bolsonaro (PL) tenta diminuir os preços dos combustíveis às vésperas das eleições. Analistas de mercado chegaram a manifestar temor de interferência do presidente na estatal.

Com o corte de alíquotas de ICMS (imposto estadual) aprovado no Congresso, a gasolina engatou sequência de queda nas bombas durante as últimas semanas.

O diesel, porém, foi menos impactado pela redução do tributo, porque a maior parte dos estados já cobrava alíquotas menores do que o teto estabelecido pela nova lei.

Sinal disso é que o litro seguiu acima de R$ 7 nos postos do país, conforme pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) com dados até a semana passada.

Em nota, a Petrobras relatou nesta quinta que o corte de R$ 0,20 acompanha a evolução dos preços de referência no mercado internacional. Os valores "se estabilizaram em um patamar inferior", disse a companhia.

"Essa redução [...] é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio", afirmou a estatal.

A medida vem uma semana após a petroleira sinalizar que não faria grandes cortes no curto prazo, diante dos problemas de oferta global e da proximidade do inverno no hemisfério norte, que aumenta a demanda pelo combustível.

"Vemos um cenário de manutenção dos preços dos derivados parecidos com os atuais, em especial no caso do diesel, que tem um impacto da aproximação do inverno no hemisfério norte", disse o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Cláudio Mastella, em teleconferência na sexta-feira (29).

"A expectativa é que o diesel fique nesse cenário ou até mais forte, a menos que se confirme expectativa de grande recessão global", completou na ocasião.

Para Aurélio Amaral, ex-diretor da ANP e sócio do Schmidt Valois Advogados, recentes sinais de trégua do dólar e do petróleo ajudam a explicar a redução anunciada nesta quinta.

Porém, segundo ele, o diesel deve seguir em patamar elevado até o final do ano com o descompasso entre oferta e demanda no mercado internacional. "Não é um cenário tão animador. Tem a guerra e a pressão de demanda", aponta.

De acordo com Amaral, o escoamento da safra agrícola no segundo semestre também tende a pressionar a procura e os preços do produto no Brasil.

Segundo estimativa da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o valor médio do diesel nas refinarias brasileiras estava R$ 0,46 acima das cotações internacionais na abertura do mercado desta quinta.

Essa defasagem abriu espaço para a baixa anunciada pela Petrobras, avalia Sergio Araújo, presidente da Abicom. O dirigente, no entanto, ainda enxerga uma tendência de "volatilidade grande" no mercado. "O cenário global não é favorável."

Com a proximidade das eleições, os combustíveis viraram tema recorrente de manifestações de Bolsonaro. No começo da semana, o presidente afirmou que o preço do diesel poderia cair.

"O Brent ontem lá fora caiu na casa dos US$ 100. É sinalizador que você pode diminuir novamente o combustível na Petrobras, quem sabe o diesel", disse Bolsonaro na terça-feira (2) em entrevista à Rádio Guaíba.

CORTE AJUDA, MAS NÃO RESOLVE, DIZ CAMINHONEIRO

Em razão da carestia do diesel, que passou a custar mais do que a gasolina, o presidente vem sendo alvo de críticas de caminhoneiros.

Às vésperas das eleições, o governo incluiu os motoristas no recebimento de um pacote de medidas de auxílio. Caminhoneiros e taxistas devem receber até R$ 2.000.

Lideranças da categoria elogiam o corte de R$ 0,20 no diesel nas refinarias, mas dizem que a medida por si só não resolve todos os problemas dos trabalhadores. Os caminhoneiros seguem cobrando mudanças na política de preços da Petrobras.

"Um corte no preço sempre é bem-vindo. O que não é bem-vindo é ficar dependente do mercado internacional", afirma Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística).

A Petrobras entende que o acompanhamento do cenário externo é condição necessária para evitar o desabastecimento no Brasil. ​

No caso da inflação para o consumidor final, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a redução do diesel terá impacto direto "muito pequeno", diz o economista André Braz, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Isso tende a ocorrer porque o combustível não está tão presente no dia a dia das famílias como a gasolina.

"A influência do diesel fica mais no processo produtivo. É importante para a grande indústria, para o frete, para o transporte público de massa. Mesmo assim, a queda não vai mudar muito a história, dado o aumento acumulado. É um bom começo", analisa Braz.

Nas últimas semanas de julho, a Petrobras reduziu duas vezes o preço da gasolina nas refinarias, que já vinha sendo fortemente impactado pelos cortes de impostos aprovados pelo Congresso.

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