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Petrobras anuncia reajuste nos preços da gasolina e diesel

Gasolina não sofria reajuste desde 11 de março; já o diesel passou pela última revisão de preços em 10 de maio (Getty Images)
Gasolina não sofria reajuste desde 11 de março; já o diesel passou pela última revisão de preços em 10 de maio

(Getty Images)

  • Petrobras anuncia reajuste nos preços dos combustíveis;

  • Gasolina passa a custar R$ 4,06 e diesel sobe para R$ 5,61 por litro;

  • Repasse final ao consumidor depende de impostos e margens de lucro.

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (17), um novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança começa a vigorar a partir deste sábado (18), da seguinte maneira:

  • Gasolina: passa de R$ 3,86 para R$ 4,06 o litro

  • Diesel: passa de R$ 4,91 para R$ 5,61 o litro

A gasolina não sofria reajuste desde 11 de março, mais de três meses atrás. Já o diesel passou pela última revisão de preços em 10 de maio. Os preços que serão praticados na bomba – ou seja, repassados diretamente para o consumidor – dependem também de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores.

De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço médio da gasolina no país ficou em R$ 7,247 na semana encerrada no dia 11. Já o do diesel, em R$ 6,886.

Discussões

Ontem, os reajustes foram discutidos em reunião extraordinária do Conselho de Administração da Petrobras, que deu sinal verde para aumentar os preços. As informações foram compartilhadas pelo blog de Valdo Cruz, do g1.

Os conselheiros ligados ao governo Jair Bolsonaro tentaram convencer a empresa a segurar a mudança, já que existe o temor de que os novos preços anulem os esforços feitos para validar, no Senado e na Câmara, o projeto que limita o teto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em 17% sobre combustíveis, energia, telecomunicações e transportes. Entretanto, a diretoria da Petrobras revelou que as equipes do presidente Bolsonaro se negaram a conceder subsídios para a estatal e para importadores privados.

As revisões de preço teriam como objetivo reduzir a defasagem com relação ao mercado internacional, que já estaria na faixa de 17% a 18%. A diferença praticada desincentiva a importação, já que “um importador não vai importar mais caro para vender mais barato aqui”, apontou Eberaldo Almeida, presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e do Gás (IBP), na última sexta-feira (10).