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Petrobras: acionistas pressionam por novo aumento no preço da gasolina

Petrobras: acionistas pressionam por novo aumento no preço da gasolina
Petrobras: acionistas pressionam por novo aumento no preço da gasolina
  • O último reajuste no valor da gasolina ocorreu em 11 de março;

  • Defasagem em relação ao preço internacional já é de 20%;

  • Petrobras acumulou lucro líquido de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre.

Desde do dia 11 de março a Petrobras não anuncia reajustes no preço da gasolina, que já acumula defasagem de 20% em relação ao preço internacional. Apesar da estatal ter acumulado lucro líquido de R$ 44,5 bilhões de reais no primeiro trimestre, acionistas se sentem lesados pela demora dos reajustes pela empresa, o que cria um novo ponto de tensão entre a diretoria da empresa e o governo, que desde de 2016 adotou a Preço de Paridade de Importação, que varia os preços dos combustíveis no Brasil de acordo com a cotação do petróleo no mercado mundial.

Na avaliação do especialista em energia e professor do Instituto de Energia da PUC-Rio Edmar Almeida, caso a Petrobras não efetue a equiparação, pode ser questionada na Justiça pelos seus acionistas, principalmente se houver a suspeita de interferência por parte do governo.

"Não se pode fazer política pública com dinheiro dos acionistas. Ela (Petrobras) não tem opção. Não adianta ficar trocando presidente nem ministro. Os ajustes não são escolha da diretoria existem regras internas da empresa e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, se não forem seguidas, precisam ser explicadas", diz Almeida, referindo-se à demissão de dois presidentes da Petrobras após aumentos de preços.

Segundo cálculos da Abicom, associação que reúne pequenos e médios importadores de combustíveis, a defasagem entre os preços da gasolina no mercado interno em relação ao mercado internacional chega a 20%.

"De fato, voltamos a ver defasagem no preço da gasolina depois que o reajuste de março deixou os preços equalizados. Em abril houve até um potencial para redução de preço da ordem de 6%, com a valorização do real. Mas agora o dólar voltou a subir e a defasagem voltou", explica o analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman.

Inflação no preço do combustíveis causa demissões na Petrobras

Em ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro tem efetuado constantes demissões na estatal, muitas delas provocadas justamente pela disparada no preço dos combustíveis.

Após anunciar reajuste de 8,9% no preço do diesel, o atual presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, empossado no mês passado, já sofre pressão e pode deixar o cargo. No último domingo (15) quando perguntado sobre a permanência de Coelho à frente da empresa, Bolsonaro não bancou o nome.

"Pergunta pro Adolfo Sachsida. Ele é o ministro das Minas e Energia. (A) todos os meus ministros, eu dou carta branca para fazer valer aquilo que eles acham melhor para o seu ministério para melhor atender a população", afirmou o presidente.

Pouco tempo depois de anunciar o último aumento gasolina (18,7%), em março deste ano, o então presidente da Petrobrás Joaquim Silva e Luna, foi demitido por Bolsonaro.

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