Petróleo tem alta de 0,98% com dados da China e EUA

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta sexta-feira, após dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos e também da China. As tensões geopolíticas no Oriente Médio também ajudaram a commodity.

O contrato de petróleo para janeiro ganhou US$ 0,84 (0,98%) e fechou a US$ 86,73 o barril. Na semana, o ganho foi de 0,93%. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent teve alta de US$ 1,24 (1,15%) e encerrou a US$ 109,15. O avanço na semana foi de 1,99%.

A produção industrial nos EUA subiu 1,1% em novembro ante outubro, superando as previsões de aumento de 0,2%. Outro indicador positivo sobre a economia norte-americana foi o índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial, que avançou para 54,2 na leitura preliminar de dezembro, de 52,8 em novembro, apontando expansão da atividade.

Na Europa, os indicadores divulgados não foram tão bons. O PMI composto da zona do euro subiu para 47,3 em dezembro, mas o indicador continua abaixo de 50, sugerindo uma contração da atividade pelo 11º mês seguido. O número de pessoas empregadas na zona do euro diminuiu 0,2% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o segundo trimestre, e o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro caiu 0,2% em novembro ante outubro, em linha com as previsões.

Na China, o PMI industrial medido pelo HSBC subiu para 50,9 em dezembro - o nível mais alto em 14 meses. A China é uma das maiores consumidoras de petróleo do mundo, e isso ajudou a commodity, assim como a queda do dólar, que a torna mais barata para compradores que usam outras divisas.

"O dado da China se somou a outros fatores positivos, e nada de bom pode acontecer na Síria no fim de semana, então isso animou os investidores", comenta James Williams, economista especializado em energia da WTRG Economics. Para Phil Flyn, analista sênior de mercado da Price Futures Group, "as especulações sobre medidas de estímulo na China, após a decisão do Federal Reserve esta semana, talvez signifiquem que a única coisa segurando todas as commodities seja o abismo fiscal nos EUA".

Flyn acrescenta que o petróleo pode ser impulsionado por relatos de que os EUA estão aumentando seu envolvimento na Síria, em meio a temores de que o conflito no país possa se espalhar para os vizinhos e acabar interrompendo a produção de petróleo no Oriente Médio. As informações são da Dow Jones.

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