Petróleo sobe após saírem indicadores da Alemanha

Os contratos futuros de petróleo bruto estão operando em alta na manhã desta terça-feira, continuando os modestos ganhos da semana, influenciados pelas estimativas melhores do que esperadas da economia da Alemanha. No entanto, a tendência para os preços continua sendo de baixa, por causa da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que acontece nesta quarta-feira (12) em Viena.

Às 10h30 (de Brasília), o contrato do petróleo do tipo Brent para janeiro subia 0,90%, a US$ 108,27 o barril na plataforma ICE. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato para janeiro avançava 0,74% no pregão eletrônico, a US$ 86,18 o barril.

O petróleo recebeu um estímulo da divulgação de indicadores da Alemanha, que mostraram que o índice de expectativas econômicas do país ficou bem acima das projeções dos analistas em dezembro, um sinal de que qualquer desaceleração na maior economia da Europa parece ter vida curta.

O mercado de petróleo tem apresentado tendência de queda nos preços desde um pico atingido em setembro. Somente uma alta acima de US$ 108,52 por barril de petróleo Brent poderia negar essa perspectiva, diz Francis Bray, chefe de análises técnicas da Dow Jones para a Europa. Ele também apontou que uma queda abaixo de US$ 106,63 poderá abrir caminho para uma fraqueza ainda maior.

Para o petróleo WTI bruto, uma queda abaixo do nível de suporte de US$ 85,33 o barril pode levar os preços a se aproximarem de US$ 83,00. "Ainda precisa ser analisado se a reunião da Opep em Viena pode ajudar", disse a Capital Spreads em um comunicado. "A mesma coisa vale para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) nesta semana, que rumores indicam ser a favor de novos estímulos, o que normalmente sustenta as commodities."

Mas a Opep aparenta estar a caminho de manter o atual teto de produção de petróleo na reunião de quarta-feira, depois que autoridades dos países membros disseram que as condições do mercado sustentam o status quo. Hoje o grupo manteve sua projeção para a demanda global por petróleo em 2013 inalterada.

A reunião "deve acabar com um comunicado que deixa intacto tanto a produção de 30 milhões de barris por dia e a ausência de metas de níveis para cada país" disse Jamie Webster, chefe de serviços de inteligência de mercado da consultoria PFC Energy, em uma nota de análise. As informações são da Dow Jones.

Carregando...