Petróleo sobe e encerra no maior nível desde setembro

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em leve alta nesta segunda-feira, conseguindo se manter acima de US$ 93,00 o barril, enquanto os investidores avaliam uma potencial alta nos estoques dos Estados Unidos e esperam por indícios sobre a demanda com o início da temporada de balanços corporativos.

O contrato de petróleo para fevereiro ganhou US$ 0,10 (0,11%) e fechou a US$ 93,19 o barril, o maior nível desde setembro do ano passado. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo para fevereiro avançou US$ 0,09 (0,08%), terminando a US$ 111,40.

Na semana passada, o petróleo ganhou 2,5%, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgar que os estoques de petróleo bruto nos EUA caíram 11 milhões de barris na semana encerrada em 28 de dezembro. Mas analistas dizem que a retração se deveu a ajustes de fim de ano e que os estoques devem subir em breve.

"Os estoques devem registrar uma forte alta esta semana. Mesmo com a queda da semana passada, os estoques ficaram em 359,9 milhões de barris, o que é bem acima da média de cinco anos, e quase atingiram um recorde em Cushing (o ponto de entrega física para os contratos negociados na Nymex)", afirma Phil Flynn, analista sênior de mercado da Price Futures Group. "O recente rali nos parece mais a cobertura de uma posição vendida. Acreditamos que os fundamentos de oferta continuam baixistas para o mercado", afirma Jason Rotman, presidente da Lido Isle Advisors.

Os participantes do mercado de petróleo também estão de olho na temporada de balanços corporativos, que começa na noite desta segunda-feira, com os resultados trimestrais da Alcoa.

Enquanto isso, a diferença entre o contrato negociado em Nova York e o Brent caiu para US$ 18,21 nesta sessão, o menor nível em três meses. A queda se deve, basicamente, ao anúncio das operadoras de oleodutos Enterprise Products Partners e Enbridge, de que até o fim da semana deve entrar em operação o oleoduto Seaway Pipeline, que tem capacidade de até 400 mil barris por dia.

O oleoduto, que originalmente transportava 150 mil barris por dia e teve seu fluxo revertido no início deste ano, leva petróleo de Cushing para as refinarias da costa do Golfo do México. As informações são da Dow Jones.

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