Petróleo sobe 0,73% com tensão no Oriente Médio

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta quarta-feira, se recuperando após a forte queda durante a sessão, provocada por uma retração surpreendente dos estoques nos Estados Unidos.

O contrato de petróleo para janeiro ganhou US$ 0,63 (0,73%) e fechou a US$ 87,38 o barril. Já na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para janeiro avançou US$ 1,03 (0,94%), fechando a US$ 110,86.

O petróleo foi impulsionado no dia pelos conflitos entre Israel e os palestinos, que elevam os riscos de interrupção na produção em partes do Oriente Médio. O contrato subiu forte após notícias de uma explosão na cidade israelense de Tel Aviv, depois chegou a operar no terreno negativo quando foi anunciado um cessar-fogo entre os dois lados.

Além do conflito entre israelenses e palestinos, há relatos de que o Irã e a Arábia Saudita estão trocando acusações. O Irã afirmou que a Arábia Saudita está procurando petróleo em uma zona em alto mar "proibida". Anteriormente, os sauditas haviam afirmado que os iranianos violaram seu espaço aéreo.

No fim, o petróleo conseguiu se recuperar e encerrar a sessão com ganhos, em meio a um volume de negociação menor do que o normal, em função do feriado de Ação de Graças na quinta-feira, que manterá os mercados fechados nos EUA. Na sexta-feira a sessão será mais curta.

"Obviamente, Israel não é fornecedor de petróleo, então o efeito direto do conflito com os palestinos é mínimo. O receio é com contágios, ou que a Arábia Saudita finalmente diga: 'Nós não gostamos do que vocês estão fazendo com os palestinos e vamos cortar o fornecimento'", comenta Kyle Cooper, sócio-gerente da IAF Advisors.

Mais cedo, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do governo dos EUA divulgou que os estoques de petróleo caíram 1,466 milhão de barris na semana encerrada em 17 de novembro, para 374,47 milhões de barris. A estimativa dos analistas era de alta de 800 mil barris.

Os estoques de gasolina recuaram 1,547 milhão de barris, para 200,39 milhões de barris, ante estimativa de alta de 1 milhão de barris. E os estoques de destilados caíram 2,675 milhões de barris, para 112,842 milhões de barris, quando a previsão era de retração de 800 mil barris. As informações são da Dow Jones.

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