Petróleo sobe 0,54% com avanço em questão fiscal

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados por relatos de avanços nas negociações sobre o abismo fiscal nos Estados Unidos.

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para janeiro, ganhou US$ 0,47 (0,54%) e fechou a US$ 87,20 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para fevereiro perdeu US$ 0,54 (0,50%), finalizando a US$ 107,64.

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, John Boehner, apresentou uma proposta para evitar o abismo fiscal - cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos programados para janeiro - que foi considerada um sinal de avanço nas negociações com os democratas. Diferentemente de proposições anteriores, os republicanos aceitaram um aumento dos impostos para os cidadãos que ganham mais de US$ 1 milhão por ano e indicaram que podem concordar com uma elevação do teto da dívida federal.

A proposta foi feita em um telefonema para o presidente dos EUA, Barack Obama, na última sexta-feira (14), e neseta segunda-feira os dois líderes se encontraram pessoalmente. A reunião durou 45 minutos, mas a Casa Branca não deu detalhes do que foi discutido, afirmando apenas que "as negociações continuam".

"Com sorte haverá um acordo sobre a questão fiscal e isso vai impulsionar os mercados de energia", afirmou Tariq Zahir, sócio-gerente e corretor de petróleo da Tyche Capital. Mas outros analistas apontam que o petróleo negociado em Nova York está preso na faixa entre US$ 84,00 e US$ 90,00 o barril e que existem poucos fatores que o fariam sair deste intervalo, já que o mercado físico está ancorado pelos amplos estoques da commodity.

"Eu acho que o mercado vai permanecer basicamente onde está, a menos que haja um desdobramento geopolítico ou as negociações sobre o abismo fiscal fracassem. Parece que nós encontramos um preço de equilíbrio", disse Andy Lebow, corretor da Jefferies Bache.

Os mercados financeiros também receberam impulso da vitória do oposicionista Partido Liberal Democrático (PLD) nas eleições parlamentares do Japão. O líder do partido, Shinzo Abe, que deverá se tornar o primeiro-ministro japonês, é um defensor de medidas mais agressivas de relaxamento monetário por parte do Banco do Japão (BoJ, o banco central do país) para combater a deflação e estimular a economia.

Nos EUA, o índice Empire State, medido pelo Federal Reserve de Nova York, caiu para -8,1 em dezembro, de -5,2 em novembro. Os economistas consultados pelo website MarketWatch esperavam uma leitura de 5,2. E isso limitou os ganhos do petróleo nesta sessão. As informações são da Dow Jones.

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