Petróleo sobe 0,2% com dados de Europa e China

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta segunda-feira, apesar de terem encerrado a sessão abaixo das máximas, após um indicador decepcionante sobre o setor industrial nos Estados Unidos.

O contrato de petróleo para janeiro subiu US$ 0,18 (0,20%) e fechou a US$ 89,09 o barril. Já na plataforma eletrônica ICE o petróleo do tipo Brent para janeiro recuou US$ 0,31 (0,28%), encerrando a US$ 110,92 o barril.

O índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da zona do euro subiu para 46,2 em novembro, de 45,4 em outubro, segundo dados da Markit, ficando inalterado em relação à leitura preliminar e em linha com a previsão dos economistas. Já o índice PMI industrial da China, medido pelo HSBC, atingiu o maior patamar em 13 meses, a 50,5 em novembro, ante 49,5 em outubro.

Nos EUA, o índice de atividade industrial, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, em inglês), caiu para 49,5 em novembro, de 51,7 em outubro, e ficou abaixo das previsões de analistas, que esperavam retração para 51,0. Mas os gastos com projetos de construção no país subiram 1,4% em outubro, chegando ao maior nível em três anos, à medida que a construção de residências e apartamentos deu um salto, fornecendo um impulso à economia.

Ainda no noticiário macroeconômico, a Grécia e a Espanha ficaram mais uma vez sob os holofotes. O governo grego anunciou um plano para recomprar até 10 bilhões de euros em bônus do governo em circulação, como parte do mais recente esforço para reduzir a dívida do país. Na Espanha, o governo pediu oficialmente aos outros países europeus uma ajuda de 39,468 bilhões de euros para os bancos espanhóis nacionalizados e para colocar em prática um planejado "banco ruim".

Além disso, existem os receios com o chamado "abismo fiscal" nos EUA - uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos programados para entrar em vigor no começo do ano que vem, se não houver acordo no Congresso para evitá-los. Mais cedo, o JPMorgan divulgou um estudo no qual afirma que o "abismo fiscal" reduziria o crescimento da demanda global por petróleo em 2013 em cerca de 580 mil barris por dia, quase metade da expansão prevista, de 1,2 milhão de barris por dia.

"As pessoas estão olhando para os fundamentos e a quantidade de petróleo que nós temos. Nós estamos muito bem abastecidos", comenta Tariq Zahir, sócio-gerente e corretor de petróleo da Tyche Capital Advisors. As informações são da Dow Jones.

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