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Petróleo se recupera, mas fecha pior semana desde 2008

André Mizutani

O Brent para maio fechou em alta de 1,89%, mas acumulou perdas de 25,22% na semana; o WTI para abril subiu 0,73%, mas recuou 23,13% no período Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta na sessão desta sexta-feira (13), mas ainda anotaram a sua pior semana desde a crise financeira de 2008, com os temores de queda da demanda por causa da pandemia de coronavírus (covid-19) sendo agravados pela guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia.

O contrato do Brent para maio fechou em alta de 1,89% na sessão, a US$ 33,85 por barril, mas acumulou perdas de 25,22% na semana. O contrato do WTI para abril, por sua vez, subiu 0,73% hoje, a US$ 31,73 por barril, recuando 23,13% na semana.

O petróleo despencou na segunda-feira (9), após a Arábia Saudita cancelar os cortes de produção que vinha executando para dar suporte aos preços da commodity, decisão tomada depois que a reunião entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, incluindo a Rússia, terminou, na passada, sem uma renovação do acordo de corte de produção.

Os preços oscilaram ao longo da semana, mas sofreram pressão mais uma vez na quinta (12), depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou restrição à entrada, nos EUA, de pessoas que estiveram na Europa nas últimas duas semanas, aumentando as perspectivas de queda da demanda, que já estava sendo pressionada pela pandemia do coronavírus.