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Petróleo recua com temores sobre oferta e acordo EUA-China

Valor

Os preços da commodity fecharam em queda consistente, no menor valor do mês de novembro Os contratos futuros do petróleo terminaram a sessão desta terça-feira (19) em queda consistente e fecharam o dia no menor valor do mês de novembro.

Os investidores temem um excesso de oferta da commodity, em especial com as indicações de que os estoques de petróleo e xisto americanos continuarão em expansão e com a sinalização da Rússia de que concorda com o corte atual da produção (de 1,2 milhão de barris por dia) pelos membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) e aliados, mas não com um aumento desse corte, como chegou a ser aventado.

Adicionalmente, as incertezas sobre o progresso das negociações comerciais entre Estados Unidos e China pesam sobre os preços da commodity, já que o impacto negativo das disputas no crescimento global pode afetar a demanda por petróleo.

Os contratos futuros do Brent para janeiro encerraram a sessão em queda de 2,45%, a US$ 60,91 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços do West Texas Intermediate (WTI) caíram 3,22%, a US$ 55,21 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). O valor de fechamento para os contratos é o menor desde o dia 31 de outubro.

No início da tarde de quarta (20), os investidores conhecerão os dados semanais de estoques de petróleo nos EUA, com a divulgação das informações do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). A expectativa é de alta para os estoques de petróleo bruto (+1,1 milhão de barris) e de gasolina (+500 mil barris), segundo os analistas consultados pelo "Wall Street Journal".

Se os dados oficiais do governo confirmarem o aumento previsto, seria o quarto avanço semanal dos estoques. Já sobre o xisto, segundo a Energy Information Administration (EIA), a produção nos principais campos americanos aumentará em 49 mil barris por dia, para 9,13 milhões por dia em dezembro.

Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou elevar ainda mais as tarifas comerciais sobre produtos chineses, segundo a rede CNBC, caso a China não aceite firmar a primeira fase do acordo comercial entre duas as potências econômicas. “A China tem que fazer um acordo. Veremos o que vai acontecer. Se eles não fizerem um acordo, elevarei ainda mais as tarifas”, declarou Trump, após reunião de gabinete.