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Petróleo recua com temores sobre acordo EUA-China e excesso de oferta

Valor

Os contratos futuros do Brent para janeiro encerraram o dia em queda de 1,35% e os do WTI para dezembro caíram 1,16% Os preços do petróleo terminaram a sessão desta segunda-feira (18) em queda, após terem avançado mais de 2% no acumulado das duas últimas semanas. As notícias conflitantes sobre o progresso das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, além de temores sobre o excesso de oferta da commodity nos EUA pesaram nos preços do ativo hoje.

Os contratos futuros do Brent para janeiro encerraram o dia em queda de 1,35%, aos US$ 62,44 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços do West Texas Intermediate (WTI) para dezembro caíram 1,16%, negociados a US$ 57,05 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

O noticiário relativamente positivo sobre as negociações comerciais entre as duas potências mundiais, ao longo das últimas semanas, impulsionou os preços da commodity às máximas desde setembro, no fechamento anterior.

Hoje, uma matéria da rede CNBC apontou que fontes do governo chinês se consideram pessimistas sobre as negociações, devido à relutância de Trump em fazer concessões sobre a remoção de tarifas já impostas, o que esfriou a demanda dos investidores por ativos de risco na sessão.

Huawei

Em sentido contrário, o governo dos EUA prolongou, nesta segunda, a licença que permite às empresas de telecomunicações rurais continuarem a trabalhar com a fabricante de equipamentos chinesa Huawei, apesar das restrições nacionais, relacionadas à segurança, impostas há seis meses.

"O otimismo comercial continua a desempenhar um papel importante para a tendência positiva desde o início de outubro, mas a falta de progresso concreto deve desafiar um suporte adicional", disse Robbie Fraser, analista de commodities da Schneider Electric. "Em última análise, a falta de um contrato assinado para a primeira fase do acordo, por mais preliminar que seja, provavelmente irá desfazer alguns dos ganhos recentes do petróleo", afirmou o analista.

Segundo Fraser, outros ventos contrários vêm dos dados de estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgados na semana passada, que revelaram uma "alta mais forte do que a esperada" para os estoques de petróleo dos EUA.

Segundo também o DoE, a produção preliminar subiu para uma máxima histórica de 12,8 milhões de barris por dia, afirmou Fraser, em uma nota diária. "Esse salto ocorre em meio às expectativas de uma desaceleração prolongada do crescimento econômico nos próximos anos."