Mercado fechado

Petróleo recua com temores de que o coronavírus prejudicará a demanda

André Mizutani

O contrato do petróleo Brent para março fechou em queda de 1,85%, a US$ 62,04 por barril, e o do WTI para o mesmo mês recuou 2,02%, a US$ 55,59 o barril Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda acentuada nesta quinta-feira (23), pressionados pelos receios de que a demanda por energia na China seja prejudicada pelos temores de proliferação do coronavírus.

O contrato do petróleo Brent para março fechou em queda de 1,85%, a US$ 62,04 por barril, na ICE, em Londres, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuou 2,02%, a US$ 55,59 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

"Claramente a estrutura de demanda para o complexo energético foi colocada em risco devido à proliferação do coronavírus", disse Phillip Streible, da Blue Line Futures. "A ampla especulação de que as viagens aéreas serão reduzidas antes do Ano Novo Lunar pode levar a um excesso de oferta de petróleo."

Os preços chegaram a se recuperar um pouco após os dados semanais da Energy Information Administration (EIA) revelarem que a oferta de petróleo dos Estados Unidos caiu em 400 mil barris na semana encerrada em 17 de janeiro. Analistas consultados pela S&P Global Platts previam um aumento de 500 mil barris, enquanto o American Petroleum Institute (API) relatou, na quarta-feira (22), um aumento de 1,6 milhão de barris, segundo fontes.

Os dados da EIA também mostraram um aumento de oferta de 1,7 milhão de barris de gasolina, mas os estoques de destilados caíram 1,2 milhão de barris. A pesquisa da S&P Global Platts havia mostrado expectativas de um aumento no fornecimento de 3,3 milhões de barris para gasolina e 1,6 milhão de barris para destilados.