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Petróleo cai com disparada em casos de Covid-19 e tensão EUA-China

Por Scott DiSavino
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Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo recuaram cerca de 1% nesta segunda-feira, diante de um recorde diário na contagem de novos casos de coronavírus no mundo, o que amplia os temores de novos "lockdowns", e das crescentes tensões dos Estados Unidos e da Europa com a China.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou mais de 230 mil novos casos de coronavírus no domingo, um recorde diário. O Hemisfério Ocidental é responsável por grande parte do avanço, especialmente EUA e América Latina.

Nos EUA, as infecções dispararam no final de semana, com a Flórida reportando mais de 15 mil casos em 24 horas, recorde para qualquer Estado do país. Diversos Estados norte-americanos reverteram a flexibilização das medidas de isolamento e passaram a obrigar o uso de máscaras.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,52 dólar, ou 1,2%, a 42,72 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA recuou 0,45 dólar, ou 1,1%, para 40,10 dólares o barril.

O mercado também foi pressionado pelas crescentes disputas dos EUA e da Europa com a China. A União Europeia anunciou que está preparando medidas retaliatórias em resposta à nova lei de segurança nacional imposta por Pequim a Hong Kong.

Enquanto isso, a China anunciou sanções contra os EUA nesta segunda-feira, depois de autoridades de Washington penalizarem autoridades seniores do país asiático pelo tratamento a muçulmanos uigures.

(Reportagem adicional de Bozorgmehr Sharafedin, em Londres, e Florence Tan, em Cingapura)