Petróleo oscila pouco, com tendência de queda

Os contratos futuros de petróleo, que se encontram perto de seu nível mais alto em vários meses, operam em torno da estabilidade, mas com ligeira tendência de queda, tendo já precificado o aumento das tensões na estratégica região do Oriente Médio.

Violentos protestos irromperam no Egito nos últimos dias, levando o presidente Mohammed Morsi a declarar estado de emergência por 30 dias e impor toques de recolher em três cidades ao longo do Canal de Suez.

"O começo de semana morno é até certo ponto surpreendente, dado que o risco geopolítico está crescendo de novo", disse Tamas Varga, da PVM Fundamental, em comunicado a clientes, referindo-se à nova onda de violência no Egito. "Parece que o canal ainda não foi afetado, mas é bom lembrar que cerca de 3 milhões de barris passam por lá diariamente."

Para Harry Tchilinguirian, estrategista de commodities do BNP Paribas, os riscos geopolíticos precisam ser mais intensos para que os preços do petróleo avancem ainda mais. "Nesta manhã, não há nenhum motivo gerado por eventos que faça o petróleo se mexer", disse.

Ao longo da semana, os participantes do mercado vão acompanhar a reunião de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve, que começa amanhã e será concluída na quarta-feira (30), e o último relatório sobre empregos dos EUA, que sai na sexta-feira (01/02).

Às 9h52 (horário de Brasília), o petróleo para março apresentava uma pequena queda de 0,01% na Nymex, para US$ 95,87 por barril, enquanto o brent para março recuava 0,25% na ICE, para US$ 113,00 por barril na ICE. As informações são da Dow Jones.

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