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Petróleo opera em queda após dados econômicos na China e nos EUA

Rafael Vazquez

Percepção é de que recuperação econômica pode estar perdendo tração O petróleo opera em queda nesta quinta-feira, diante de dados na China e nos EUA que mostraram possibilidade real de a recuperação econômica estar perdendo tração.

Os preços dos contratos para setembro do Brent, a referência global, caem 0,69%, a US$ 43,49 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos com vencimento para agosto do WTI, a referência americana, recuam 0,92%, a US$ 40,82 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Andrey Rudakov/Bloomberg

A commodity oscilou da noite para o dia depois de absorver as notícias da decisão do grupo ampliado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) de reduzir, a partir de agosto, em cerca de 2 milhões de barris por dia o corte de produção de 9 milhões acordado anteriormente.

Contudo, o dia trouxe mais notícias que deixam os investidores preocupados. Dados divulgados hoje mostraram bolsões de fraqueza, especialmente no setor de varejo da China, mesmo que o PIB da segunda maior economia do mundo tenha voltado a crescer 3,2% no segundo trimestre, após contração de 6,8% nos três primeiros meses do ano.

Além disso, nos EUA, o número de pedidos novos de seguro-desemprego veio um pouco acima do esperado. Foram 1,3 milhão de solicitações na semana, acima do 1,25 milhão esperado por economistas consultado pelo “Wall Street Journal” e ainda bem acima dos níveis anteriores à pandemia.

O arrefecimento no ritmo da recuperação econômica das principais economias pode afetar a demanda pela commodity, ainda mais diante do persistente aumento de casos de covid-19 nos EUA, que tem levado a reversões nos planos de reabertura econômica de alguns estados.