Mercado fechado

Petróleo opera em leve alta após fortes ganhos da véspera

Rafael Vazquez

Apesar de novos sinais positivos sobre negociações comerciais entre EUA e China, investidores seguem na defensiva diante de vaivém Os preços do petróleo oscilaram no início da manhã e passaram a operar em alta moderada nesta quinta-feira após os fortes ganhos da véspera. Após a divulgação dos dados de estoques nos EUA, o que incentivou a volatilidade nas sessões de terça e quarta-feira, hoje a commodity tem movimentos mais contidos, com a persistente indefinição das negociações comerciais entre EUA e China no radar.

Os preços dos contratos mais ativos do Brent, para janeiro, sobem 0,22%, a US$ 62,54 o barril, depois de uma pequena queda registrada mais cedo. A mínima da sessão, até o momento, foi de US$ 61,92, e a máxima esteve em US$ 62,58 o barril.

Movimento similar é visto nos contratos do WTI para janeiro, que passaram a ser os mais ativos hoje. O benchmark americano sobe 0,28%, a US$ 57,16 o barril, depois de ter tocado a mínima de US$ 56,60. Ontem o Brent fechou em alta de 2,44% e o WTI subiu 3,44%, corrigindo queda na véspera. Na semana, no entanto, ambos registram quedas próximas de 1,40%.

A virada para a alta nos preços nesta quinta-feira ocorreu gradualmente depois de a China ter convidado os EUA para uma nova rodada comercial, após relatos terem apontado ontem que a assinatura de um acordo de “primeira fase” deve ser adiada para 2020 - se for realmente assinado.

Diante do vaivém nas notícias sobre a negociação, ora positivas, ora negativas, os investidores assumiram uma postura mais defensiva nos mercados e tentam olhar para outros fatores mais além desse tema que tem atraído protagonismo há quase 17 meses.

“O petróleo está mantendo a maior parte dos ganhos de ontem (20), à medida que os desenvolvimentos da guerra comercial proporcionam uma maior incerteza sobre quando veremos um acordo da primeira fase finalizado”, observa o analista da Oanda em Nova York, Edward Moya.

“O discurso positivo da China não está compensando as expectativas de que o presidente [Donald] Trump assine um projeto de lei apoiando os manifestantes de Hong Kong. O momento do acordo de fase um não é claro, mas os mercados estão começando a ficar nervosos. Podemos ver uma repetição do colapso das negociações que ocorreu em maio”, acrescentou.