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Petróleo opera em alta sinais de com retomada econômica e cortes da Opep+

Victor Rezende

Contratos de Brent e WTI seguem acima de US$ 40 por barril após indicadores da zona do euro e sinais de que cartel e aliados estão comprometidos em limitar produção Os preços do petróleo dão prosseguimento à alta observada recentemente e operam acima de US$ 40 por barril tanto em Nova York quanto em Londres, no momento em que o sentimento de risco do mercado é apoiado pela percepção de retomada das economias mais acelerada do que o esperado. Os sinais foram reforçados nesta terça-feira, após a divulgação dos índices de gerentes de compras (PMIs) da zona do euro, que subiram acima do esperado em junho e voltaram a se aproximar de 50 pontos.

Por volta de 9h45, o contrato do petróleo tipo Brent para entrega em agosto subia 1,16%, para US$ 43,58 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). No mesmo horário, o barril do WTI para agosto avançava 1,35%, para US$ 41,28, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

O sentimento no mercado de petróleo é apoiado, ainda, por cortes na produção de óleo bruto e pela forte conformidade entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros produtores quanto à necessidade de redução da oferta, o que ajuda a reduzir a quantidade de óleo em trânsito, afirma Helge Martinsen, do banco norueguês DnB. Além disso, para a JBC Energy, as indicações da Nigéria e de Angola de que compensarão a falta de cumprimento do acordo nos últimos meses também melhora o sentimento dos investidores no mercado de petróleo.

Para o chefe de estratégia de commodities do ING, Warren Patterson, “o fato de a Opep+ querer saber como os países que estão aquém do desempenho compensarão a fraca performance dá um pouco mais de confiança ao mercado de que podemos realmente ver a conformidade melhorar, embora isso possa vir a ser uma falsa esperança na ausência de um mecanismo de aplicação”.

Patterson lembra, ainda, que o Ministério de Energia russo acredita que o preço do Brent entre US$ 40 e US$ 50 esteja em um nível “justo e equilibrado”.

Andrey Rudakov/Bloomberg