Petróleo opera sem direção firme

Os contratos futuros de petróleo operam sem direção firme, altamente influenciados por acontecimentos macroeconômicos que podem ter consequências sobre a demanda futura pela commodity. Um fator positivo nesta segunda-feira são os dados divulgados pela China, onde o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial medido pelo HSBC atingiu em novembro o nível mais alto em 13 meses.

Isso sinaliza que a economia chinesa pode estar melhorando, segundo analistas da JBC Energy. "Nós reiteramos que o petróleo bruto vai continuar operando em linha com o sentimento por risco global, preso em um padrão em torno da estabilidade no começo da semana", afirmou Andrey Kryuchenkov, analista do VTB Capital, em nota a clientes.

No entanto, as negociações sobre como reduzir o déficit dos EUA continuarão sendo observadas de perto pelo mercado de petróleo. Um fracasso em alcançar um acordo antes de janeiro pode levar o país que mais consome petróleo no mundo de volta à recessão e essa prolongada incerteza está resultando em operações cautelosas nesse mercado.

Por outro lado, os atuais riscos para a oferta em razão de conflitos no Oriente Médio dão suporte aos preços, destacou o Capital Spreads. Já analistas do JBC observaram que qualquer receio com relação à oferta deverá ser aliviado pelas notícias de que o petróleo bruto do Sudão do Sul pode voltar ao mercado até o fim deste ano.

O JBC afirmou que avalia o mercado físico de petróleo como excessivamente abastecido, mas acredita que o crescente otimismo das últimas semanas com a recuperação econômica global pode levar os que apostam em uma alta do petróleo a dominarem o mercado durante o último mês de 2012.

Às 8h50 (de Brasília), o petróleo para janeiro caía 0,09% na Nymex, para US$ 88,83 por barril, enquanto o brent para janeiro subia 0,13% na ICE, para US$ 111,38 por barril. As informações são da Dow Jones.

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