Petróleo opera sem direção, com analistas divergindo

Os contratos futuros do petróleo operam em direções divergentes na manhã desta terça-feira. Enquanto alguns analistas melhoram a previsão para os preços da commodity no longo prazo, outros especialistas alertam que ainda há incertezas.

Às 9h10 (de Brasília), o contrato do petróleo do tipo Brent para março subia 0,60%, para 112,38 o barril, na ICE, em Londres. Já na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro recuava 0,02%, para US$ 95,56 o barril.

"De modo geral, estamos com uma tendência mais altista", diz Alexander Poegl, analista de petróleo da JBC Energy em Viena, acrescentando que esta é uma postura que a consultoria vem mantendo há um ano.

A demanda por petróleo está crescendo, "impulsionada pela Ásia", segundo Poegl, que citou as recentes projeções da Agência Internacional de Energia (AIE). Na sexta-feira (18), a AIE aumentou sua previsão de demanda para este ano em 900 mil barris por dia (bpd), para 90,8 milhões de bpd.

"No lado da oferta, podemos olhar para os suspeitos de sempre. É tempo de eleições no Irã, é tempo de eleições em Israel", comentou Poegl, lembrando que Sudão, Síria e Argélia também podem influenciar os mercados. Neste último país, um ataque a uma refinaria de gás acabou com a morte de 38 reféns, de acordo com os últimos relatos.

Por outro lado, Poegl acredita que os preços do petróleo "tendem mais para cima" ao longo de 2013.

A perspectiva de preço em alta, no entanto, não é corroborada por todos os analistas. Em relatório mensal, a SEB elevou ligeiramente sua projeção para o Brent, mas lembrou que o rali na virada do ano não conseguiu aumentar significativamente os preços dos contratos negociados na ICE. "Consequentemente, até mesmo pequenas pioras no sentimento podem levar o Brent mais uma vez a testar o nível de US$ 105,00 por barril."

Analistas da SEB também estão céticos de que a Arábia Saudita fará "todos os cortes necessários" de produção no primeiro trimestre deste ano. Nos últimos três meses de 2012, a produção saudita, a maior do mundo, foi reduzida em 600 mil barris por dia. "A Arábia Saudita precisa dobrar os cortes de produção feitos no quarto trimestre para garantir o equilíbrio do mercado no primeiro semestre de 2013", comentaram. As informações são da Dow Jones.

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